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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014 às 22:52

CRM propõe pesquisa para gaseificação do carvão de Candiota

O Projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) proposto pelo presidente da Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM), Elifas Simas,...

Projeto deve apontar novos rumos à produção do carvão - Créditos: DIVULGAÇÃO
Projeto deve apontar novos rumos à produção do carvãoDIVULGAÇÃO

deve apontar novos rumos à produção de carvão em Candiota e abre possibilidades do retorno econômico e social em termos de energia limpa, abundante e economicamente viável. 
A gaseificação consiste na transformação de carvão em energia através de reações químicas que combinam o carvão e o oxigênio decompondo poluentes, gerando gás que pode ser convertido em eletricidade, combustíveis e fertilizantes. Tendo como principais componentes o hidrogênio e o monóxido de carbono, o gás de síntese gerado é o ponto de partida para diversos produtos, podendo produzir simultaneamente mais de um derivado.
 
Fertilizantes
Entre os principais produtos da gaseificação do carvão estão os fertilizantes gerados a partir do metanol, amônia e ureia (produtos que dão origem a fertilizantes nitrogenados). Através da metanização, substitui também o gás natural e ser transportado na rede de gasodutos existentes, afastando a necessidade de aumentar a importação e assegurando uma nova fonte de energia alternativa econômica e ambientalmente sustentável que também pode alimentar usinas térmicas.
 
Combustíveis
No setor de combustíveis, através da conversão em hidrocarbonetos, a gaseificação permite empregar o combustível gerado nos modais de transporte ao converter o carvão em combustíveis líquidos, como também combustível para aviação.
 
Eletricidade
O suprimento de energia elétrica gerado em térmicas não poluentes que funcionam a partir do denominado ciclo combinado que consiste na mistura de gases e vapor em que a reação produz energia com a remoção previa do dióxido de carbono.
Otimista quanto aos estudos que deverão apontar a viabilidade da gaseificação do carvão gaúcho, Elifas Simas acredita que isso poderá resultar em menores custos operacionais convertendo a matéria-prima em produtos de alto valor agregado. Os principais subprodutos provenientes, como enxofre e ácido sulfúrico, são comercialmente viáveis. As plantas de gaseificação requerem menos equipamentos no controle de emissões, representando menores custos operacionais.
A partir da entrega à Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra), realizada na última terça-feira, é necessária uma decisão de governo para dar os encaminhamentos necessários e viabilizar, através de parcerias, a atuação de responsáveis para o processo de pesquisas levando em conta a viabilidade técnica, econômica e financeira. A partir disso, o prazo estimado para o desenvolvimento do P&D é de seis meses. O diretor geral da Seinfra, Alexandre Stolte, pretende ampliar os estudos a todas as unidade de mineração da CRM.
 


Por: Redação

 
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