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... conhecimento de que, em uma audiência pública, realizada na sexta-feira passada, aconteceram coisas que não deveriam acontecer. O vereador se referia ao evento proposto pelo colega Paulinho Parera (PT) a respeito das rádios comunitárias. Segundo soube, um capitão, que representava a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, retirou-se após manifestações desrespeitosas de palestrantes. Disse que procurará este militar para pedir desculpas, e que irá propor ao Legislativo que faça o mesmo, oficialmente.
O vereador considera que este tipo de coisa não pode acontecer no Legislativo. Lembrou ter sido um dos fundadores da Rádio Atalaia, participou da aquisição do transmissor, e, como advogado, encaminhou o processo para obtenção da licença. Pereira garantiu ser parceiro do conceito de rádio comunitária e das emissoras que já existem em Bagé, mas não pode aceitar que venha alguém de fora propor reforma agrária das rádios. Para o vereador, o palestrante Heitor Reis, deve ser considerado ‘persona non grata’, e deve ficar sabendo isso.
Rádios e Jane
O vereador Ricardo Cougo (PSB) considerou serem as rádios comunitárias um tema que precisa ser debatido, sem ser possível fugir do debate democrático. Na seqüência de seu pronunciamento, destacou a homenagem que propôs à atleta Jane Morales, que, no seu entendimento, é o reconhecimento devido a uma pessoa que está levando com sua atividade e trabalho o nome de Bagé. “Segunda-feira será feita uma justa homenagem a quem presta muitos serviços para a comunidade, e o faz com muito esforço e sacrifício”, resumiu.
Primeiro passo
Não poderia ser de outra forma. Os vereadores aprovaram o parecer da Comissão de Constituição e Justiça sobre a tramitação do projeto do vereador Ricardo Cougo que proíbe a contratação de parentes por agentes públicos. A matéria é constitucional e a aprovação do parecer seguiu esse perfil. Resta saber, agora, o que vai acontecer. A engrenagem legislativa pode entravar o projeto, com pedido de vistas e outras providências, atrasando a votação. Caso não seja interrompida por isso, a matéria poderá ir à votação antes do recesso deste ano. Quem aposta nisso?
Vão continuar
Em política tudo se vê e nada mais deve surpreender. Quando todo mundo achava que a cláusula de barreiras iria vingar – aquele que acaba com os partidos nanicos, os chamados partidos de aluguel – o Supremo Tribunal Federal derrubou a medida, tendo por base o julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade, ajuizadas pelo PC do B, PSC, com apoio do PDT, PSB, PV, Psol, PRB e PPS, que até já trocou de nome, passando a se chamar MD. Golpe para a reforma política? |