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...onde se praticava o sistema escocês. Alguns ainda desconhecem que essa cidade foi o embrião de uma grande potência
É que o grão-mestre Otávio Kelly pretendeu avocar, também, a direção do Conselho, que era comandado por Mário Behring; e, resistindo, o último se desligou do GOB e cuidou de reorganizar as lojas; e como as do Rio Grande do Sul se vincularam à Grande Loja do Rio de Janeiro, receberam instruções para fundar seu próprio consistório.
Sugeriu-se que a loja Fraternidade, de Pelotas, buscasse as tratativas prévias, junto à Rocha Negra de São Gabriel e Amizade, de Bagé.
As reuniões foram aqui realizadas por razões geográficas e se desenrolaram nos dias 8, 12, e 23 de dezembro de 1929 sempre com cultas delegações, destacando-se, entre outros, o doutor Brenno Brandão Fischer, que seria venerável da histórica Rocha Negra.
Concluídas as etapas preliminares, finalmente, em 8 de janeiro de 1929, instalou-se, no prédio da Loja Amizade, o célebre congresso maçônico que deu gênese à Grande Loja do Rio Grande do Sul. Os trabalhos iniciaram pela manhã, sob a presidência do venerável da loja gabrielense e secretariados por Otávio Pires Coelho, de Bagé, estando os bageenses ainda representados por Claudionor Borges de Abreu, Eugenio Oberst, Ciriaco Lopes Couto e Brenno Fernando.
Então, foram fundadoras da Grande Loja, a Rocha Negra nº 1, Amizade nº 2, Fraternidade n° 3 e a Caridade Santanense nº 4, que se incorporara ao novo grupo.
Determinou-se que a potência seria sediada em Pelotas, até que a adesão das lojas de Rio Grande e Porto Alegre; e sendo seus primeiros dirigentes Manoel Serafim Gomes de Freitas, Grão-Mestre, da Fraternidade); Egralo de Souza, Grão-Mestre adjunto, pertencente à Rocha Negra;Eugênio Oberst, 1º Grande Vigilante (Amizade); Alexandre Gastau, 2º Grande Vigilante (Fraternidade); Rubens de Freitas Weyne, Grande Secretário (Fraternidade); Silvino J. Lopes, Grande Tesoureiro (Fraternidade); e Jorge Souza Duarte, Grande Orador (Caridade Santanense), completando os demais cargos um grupo de maçons pelotenses.
Mesmo com constituições provisórias, logo se acostaram outras oficinas, como Alegrete, Cacequi, Uruguaiana, São Francisco de Assis, Porto Alegre, etc.
No Congresso de Paris de 1929, apenas os companheiros de Mário Behring foram admitidos no Supremo Conselho Mundial.
Em 1928 começam as divergências locais, e a saída de alguns irmãos da Loja Amizade enseja a fundação da Loja Sigilo nº 14; fraternos desacordos, mais tarde, determinam a retirada de maçons desta loja e surge a Estrela dos Magos, de onde se retirariam outros iniciados, também, para organizar a Loja Adonai.
Recentemente, confrades da Estrela dos Magos fundaram a Loja Estrela do Sul nº 84, que se filiou ao Grande Oriente do Brasil; egressos daquela oficina criaram a Loja Cavalheiros da Liberdade nº 193; e maçons oriundos da Loja Sigilo instalaram a Loja Rainha a Fronteira nº23. Sublinhe-se que em todas houve incorporação de irmãos adormecidos ou provenientes de outras entidades.
Hoje pertencem à Grande Loja as oficinas Sigilo, Estrela dos Magos, Adonai, Cavalheiros da Liberdade e Rainha da Fronteira; a Amizade já se desgarrara há tempos para afiliar-se ao Grande Oriente do Rio Grande do Sul; e a Estrela do Sul, que recuperou o nome de uma das primeiras lojas de Bagé, pertence ao Grande Oriente do Brasil.
Embora a tradição local aponte que os pioneiros de cada entidade tenham emigrado de outras lojas, a pluralidade não obscrece a harmonia.
Muitos lembram que no passado alguns entusiastas da fraternidade vigorante chegaram a imaginar um Grande Oriente de Bagé, tal a unidade e sadia convivência entre os irmãos, o que encantava o país. |