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Um mestre pode também ser um guia, um treinador ou um líder. Todos lhe ensinam algo, mas só você pode aprender! Todas as explicações, exercícios, treinos, lições, se perdem em uma mente fechada. Apenas a descoberta do que se aprendeu é que funciona!
O conhecimento se desenvolve e cresce através de uma série de “sensações” que, na verdade, são revelações intuitivas!
Você pode explicar mil vezes a uma pessoa que não sabe nadar que não precisa ter medo, que se tirar os pés do chão o corpo boiará. Você pode fazer gráficos, desenhos, dar explicações detalhadas, descrever as propriedades da água e da matéria etc. Todavia, apenas quando o aluno entrar na água e armar-se de coragem para experimentar sozinho o que lhe foi explicado é que ele realmente vai entender o que se trata. No momento em que a sensação de boiar for experimentada e apreciada, nadar passa a ser mera questão de tempo e aperfeiçoamento.
Conhecimento intuitivo é o mesmo que aprender a boiar. Deve-se passar pela experiência. Uma vez que a sensação de intuição é reconhecida, está consciente, pode-se trabalha-la. Sem dúvida vai tornar-se o seu sexto sentido.
A natação, assim como o conhecimento intuitivo, são experiências que se desenvolvem com autoconfiança. Uma sensação de segurança e confiança no que você faz torna isso possível. A velocidade que se leva entre boiar e nadar varia de pessoa para pessoa, e o mesmo acontece com o alcance e a força do senso intuitivo de cada um.
O método de tentativa e erro é uma forma elementar de aprendizado, porém é fundamental para se adquirir os primeiros conhecimentos. O primeiro despertar da consciência brota da tentativa e erro e o mesmo se dá com a intuição. Quando um recém nascido trava conhecimento com o mundo exterior, ele é assediado por milhares de mensagens transmitidas pelos sentidos. O que significam? Lentamente através de tentativa e erro começa a haver conscientização e reconhecimento. O bebê aprende a comer, a procurar calor e segurança e a chorar para pedir ajuda. À medida que o tempo e o conhecimento aumentam, o processo torna-se mais complexo, mas o método exploratório de tentativa e erro continuam pelo resto da vida.
A linguagem da intuição compõe-se de: 1. sensações, 2. símbolos, 3. sonhos.,que irão constituir-se em pistas para a construção de sua trilha intuitiva.
O psiquiatra Carl Jung dizia que a intuição nos faz ver o que está acontecendo nos cantos mais escondidos de nossa mente. Já o filosofo Henri Bérgson afirmava que, por meio da intuição, problemas que julgamos insolúveis vão se resolver, ou antes, se dissolver, seja para desaparecerem definitivamente, seja para colocarem-se de outra maneira.
A intuição surge quando o raciocínio lógico e a observação empírica falham em processar nosso contato com o mundo. A intuição aparece, assim, repentinamente, sem a necessidade de qualquer percepção que passe pelos sentidos. Ela registra-se ao nível de inconsciente. Baseando-se pesquisas cientificas sobre a constituição do cérebro, percebemos que geralmente o hemisfério esquerdo é dominante na maioria das pessoas, o que dificulta a livre expressão da criatividade, já que o lado esquerdo é racional, lógico e analítico, enquanto o lado direito é intuitivo e criador.
Em filosofia, intuição é o poder de adquirir conhecimento que não poderia ser obtido por inferência ou observação, por meio da razão ou da experiência. Assim, é fonte original e independente de conhecimento. Aplica-se especialmente ao conhecimento de verdades essenciais e de princípios morais.
“Pensamentos sem conteúdos são vazios; intuições sem conceitos são cegas.” [Immanuel Kant]
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