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Está se frustrando, uma vez mais, a esperança de milhões de aposentados e pensionistas da Previdência Social, cujo valor do benefício mensal é superior a um salário mínimo, de terem corrigidas distorções históricas, que têm resultado anualmente no achatamento financeiro.
Apesar de toda a expectativa positiva que se criou em torno das recentes discussões em âmbito federal, envolvendo o governo, suas lideranças políticas, as centrais de trabalhadores e a entidade maior dos aposentados, os resultados são considerados por demais insuficientes para atender aos clamores de um contingente de pessoas que trabalhou por várias décadas e que, agora, já na terceira idade, sofre as consequências de uma sistemática que, a cada início de mês, mostra as suas garras, para desalento de gente que, em fase importante de sua vida, passa a enfrentar dificuldades jamais previstas.
O que pode ser considerado um avanço para a gradativa correção das injustiças no valor dos benefícios de aposentados e pensionistas transporta, na verdade, para um futuro que muitos, em função da idade avançada, não poderão contemplar, e isto se refletirá necessariamente sobre toda uma estrutura, na maioria das vezes dependente de seus líderes familiares.
Há necessidades imediatas que precisam ser repostas. Até mesmo em função da própria dignidade humana de quem dedicou parte considerável de sua vida ao labor individual, mas com reflexos diretos sobre o todo da sociedade.
É uma questão não somente de caráter político, mas, principalmente, de sentido social, para não dizer humanitário. |