BOSCO |
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A estudante bajeense Larissa Silva Nunes recitou com “O Pensador” o seu Rap da Amazônia, descoberto pelo concurso de redação do Jornal MINUANO e publicado no livro Primeiras Letras, obra lançada na Feira do Livro com parceria MINUANO, Sesc e Leb. |
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O bate-papo do cantor e escritor Gabriel O Pensador, reuniu um grande número de expectadores ontem à noite na Feira do Livro. Em quase duas horas ele divertiu o público contando sobre passagens de sua vida no livro Diário de Bordo.
A palestra reuniu pessoas de diversas idades, como por exemplo a escritora Sara Ramires, de 92 anos, e a estudante Gabriely Teixeira Vaz, de 10 anos. Com o livro em mãos, a menina fez questão de conferir de perto as histórias do Pensador. Ela, que é fã do cantor, confessa que gosta de todas as músicas e revela que as letras não devem ser apenas cantadas, mas também refletidas.
Na conversa descontraída com o público, o Pensador revelou curiosidades sobre a música e seu processo criativo, além de contar como começou a fazer música e o porquê. O rapper relembrou sua pré-adolescência vivida com uma turma de amigos da favela da Rocinha, na praia de São Conrado. As lembranças desses tempos viraram letra de música que foi declamada durante a palestra para contar o que aprendeu quando seu apelido ainda era Pequeno.
O livro levou a conversa para os mais diversos assuntos e arrancou risadas do público quando o cantor lembrou da época em que invadia palcos sem ter sido convidado para conseguir expressar suas ideias. Sobre seu estilo musical, o Pensador enfatizou o prazer da leitura e da escrita e tudo o que elas podem trazer de bom, falando sobre seus tempos de estudante na escola e na faculdade e sobre a importância das escolhas que são feitas nessa época da vida.
Transmitindo simplicidade e carisma, revelou que a poesia tem uma forma muito interessante de registrar uma fase ou um momento da vida, especialmente para quem escreve. Para os jovens que querem fazer a diferença, a dica do Pensador é de que todos estejam sempre informados e que procurem se unir a pessoas que tenham os mesmos propósitos. Segundo o rapper, não é apenas na arte que as pessoas podem denunciar os problemas sociais. “O importante é não ficar parado. Dá trabalho, mas há várias maneiras de se mudar a realidade”, concluiu.
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A estudante Larissa Silva Nunes, que teve seu rap publicado no livro “Primeiras Letras” produzido pelo Jornal MINUANO em parceria com o Sesc e a Livraria e Editora Bageense, recitou seu texto com o raper Gabriel, o Pensador. Eis uma prova do quanto os projetos de visam resgatar os talentos escolares podem ser reconhecido pela comunidade.
Rap da Amazônia
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Vim falar de uma coisa não irônica,
Da nossa grande floresta amazônica.
Enquanto o mundo se acaba em poluição,
Temos que preservar o que chamamos de nosso pulmão.
Brasil, nossas florestas brasileiras,
Vamos agir pra não acabar tudo em sujeira.
Eu vejo todo dia na televisão,
A Amazônia se acabando em “desmatação”.
Vamos nos juntar,
Todos protestar, o que sempre foi nosso
Não pode acabar.
Não quero mais viver assim
O que vai ser dos nossos filhos,
O que vai ser de mim?
Obrigado, Senhor, pela Amazônia estar viva ,
Porque sem ela o que seria das nossas vidas?
Obrigado, Senhor, pelas bênçãos concedidas,
Tanto prevalecimento e ela ainda está viva.
Só quero exercer meu poder de cidadania,
Gritar pra todo mundo: a Amazônia está viva.
Só quero exercer o meu poder de cidadania,
Gritar pra todo mundo: a Amazônia está viva.
Vamos gritar para todo mundo ouvir,
Estão desmatando a Amazônia e nós vamos reagir.