|
Não é de agora que o conflito no campo vem gerando sérias consequências. A bem da verdade, também não é de agora que o MST deixou de ser um movimento que surgiu para defender a reforma agrária para se tornar uma engrenagem política e de massa de manobra. Há pouco, os “colonos” do MST invadiram propriedade de empresa plantadora de laranjas e destruíram várias árvores, usando um trator. Tempos depois, a televisão mostrava em noticiário nacional a argumentação de um dos líderes do movimento, dizendo que, pelo menos, algum prejuízo eles iriam causar. Esse é apenas um dos casos, já que existem outros, como a destruição de uma plantação de eucaliptos da Votorantim Celulose e Papel, na região de Bagé. O pior de tudo é que se ouve, todos os dias, que o governo ainda dá dinheiro para essa gente. Muitos deles até querem plantar, mas grande parte, senão a maioria, está no movimento para tirar proveito de alguma coisa. Impedir o ir e vir, como cansam de fazer; invadir e destruir a propriedade alheia, são ações comuns do MST, gerando insegurança no campo e fica tudo por isso mesmo. Hoje, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA – lança o Observatório das Inseguranças Jurídicas no Campo, que tem por objetivo levantar dados de ações que representem ameaças ao direito de propriedade. Como se percebe, além de se preocupar com a produção primária, mola mestra da economia do país, os produtores também são obrigados a se cercar de artifícios que os defendam dos constantes ataques promovidos pelo MST.
|