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QUADROS: comprovante do boletim de ocorrência |
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Um desentendimento entre o proprietário de uma papelaria no centro da cidade e um idoso de 70 anos virou caso de polícia e denúncia de racismo. Raimundo Munhoz de Quadros, cego há 15 anos devido ao glaucoma, afirma ter sido insultado e agredido pelo empregado do estabelecimento comercial. O empresário André Figueira negou a denúncia e disse que quem estava na loja era seu irmão.
O fato aconteceu na tarde da última sexta-feira. Quadros conta que seu neto Roger D. Maciel, 21 anos, lhe ligou contando que seu celular havia sido furtado do balcão da papelaria. Maciel também é deficiente visual e, segundo o avô, é portador de deficiências mentais. O idoso relatou ter ido até a loja para perguntar pelo aparelho. “Fui até a papelaria e perguntei se teriam encontrado o celular. Chamaram-me de negro sujo, velho e cego. O empregado saiu de trás do balcão e me gravateou com força. Eu disse que eles tinham a responsabilidade de cuidar do garoto, pois ele é cego e deveriam ter alcançado o celular pra ele. E não só dito que estava em cima do balcão”, reclama.
Figueira ressalta que não houve qualquer insulto. Conforme o empresário, Quadros entrou alterado na loja, aos gritos. “A papelaria estava cheia. Ele entrou berrando devolvam o telefone, vocês têm responsabilidade. Ele praticamente nos acusou de roubo perante os clientes. Nós o pegamos e o colocamos para fora, que ele fosse gritar na calçada”. O proprietário da papelaria argumentou, ainda, que com frequência atende o neto de Quadros. “Nós atendemos o Roger e o avô dele com respeito. Às vezes, eles trazem notas altas e fazemos questão de passar o troco certinho, de informar o valor das cédulas”. Quadros após o episódio chamou a Brigada Militar para registrar a ocorrência. |