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APOSTAS COLETIVAS: eram responsáveis por mais de 30% do movimento nas agências |
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Apesar da informação repassada pela CEF, algumas lotéricas de Bagé continuam oferecendo essa modalidade de aposta.
Este ano, em Novo Hamburgo, um bolão virou caso de polícia. Os apostadores dizem que ganharam a Mega-Sena, mas não receberam o prêmio porque o bilhete não foi registrado. Eles entraram na justiça para tentar receber o prêmio, já que a CEF garante que os bolões não estão previstos na Norma Geral dos Concursos de Prognósticos emitida pelo Ministério da Fazenda e nas Circulares emitidas pela CEF.
Ontem pela manhã, a equipe de reportagem do Jornal MINUANO, presenciou a oferta de bolões em uma casa lotérica do centro da cidade. Sem os tradicionais cartazes fixados nos vidros, murais e paredes da agência, os atendentes ofereciam verbalmente os bolões aos clientes mais conhecidos. Os apostadores, por sua vez, também continuam solicitando o recurso para aumentar as chances de ganhar a Mega-Sena que está acumulada em R$ 30 milhões.
O bolão funciona como uma espécie de aposta coletiva, ou seja, a lotérica faz vários jogos e divide o valor em cotas. O cliente recebe uma cartela com as dezenas e o comprovante original fica com a lotérica. Em Bagé, quem joga nos bolões, depois do escândalo ocorrido em Novo Hamburgo prefere não se identificar. O aposentado, de 71 anos, diz que continua apostando através de bolões porque, em primeiro lugar, suas chances são maiores, e também por que acredita na honestidade da lotérica.
Situação nas agências
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O gerente administrativo de uma outra lotérica, Valdir Ribeiro, comenta que desde o início do ano a agência não realiza mais bolões, tendo em vista que a prática é proibida pela CEF. Ele revela que o Sindicato das Lotéricas do Estado está trabalhando para regularizar o produto, já que cerca de 30% do movimento da agência girava em torno dos bolões.
Ribeiro não sabe precisar quantas pessoas apostavam através de bolões, mas lembra que esse tipo de aposta era muito procurado porque oferecia maiores chances de acertar os números sorteados sem ter que desembolsar sozinho o valor daquelas apostas. “No ano passado, 18 apostadores de um bolão vendido aqui dividiram R$ 56 mil que acertaram nas cinco dezenas da Mega-Sena”, encerrou.
Nota da CEF
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‘Uma aposta somente pode ser feita mediante o volante preenchido pelo cliente, lido pelo terminal que emite o recibo ou pela informação dos números que o apostador deseja, digitados no terminal pela atendente que também emite comprovante. Qualquer outra forma de comercialização não é permitida pela Caixa, não é autorizada nem reconhecida.
O comprovante emitido pelo terminal de apostas é o único documento que habilita o recebimento de prêmios. ‘