ANO: 24 | Nº: 6057

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
08/04/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Causas das misérias humanas

Na sexta-feira, quando abríamos qualquer jornal ou portal de notícias, destacado estava: “Estados Unidos lançam mísseis contra a Síria”. Mais de cinquenta foram lançados do Mediterrâneo em retaliação a ataque químico atribuído ao governo de Bashar Al-Assad, matando, pelo menos, seis pessoas em base militar.

         Tal fato, de forma imediata, faz com que recordemos de um trecho de “O Evangelho Segundo Espiritismo em que Allan Kardec discorre sobre a destinação da Terra e as causas das misérias humanas, inserto no capítulo 3, itens 6 e 7, “in verbis”

         “Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista em que se colocam os que emitem e que lhes dá uma falsa ideia de conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam”.

         Um dos pilares do Espiritismo está fundamentado na pluralidade dos mundos habitados, princípio invocando pelo nosso Mestre Jesus quando disse: “Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já Eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde Eu estiver, também vós aí estejais”. (João, 14:1 a 3).

         Sem espaço para dúvidas, a casa do Pai é o Universo, no dizer de Kardec, “as diferentes moradas são os mundos que circulam no Espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos”.

         Por isso, ainda hoje, as misérias humanas, como a guerra, a fome, encontram espaço entre nós, no “planeta azul”. “Figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem paras casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite”.

         Noutro viés, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra quando está curado de suas enfermidades morais.

         Como sabemos que o processo evolutivo não dá saltos, ainda encontramos situações como a vivenciada na última semana, no entanto, Jesus e o Espiritismo nos oferecem o bálsamo da fé e da esperança em dias melhores.

(Referências: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39526324. Acesso em 07 de abril de 2017. Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Introdução. Cap. 3, itens 6 e 7)

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