ANO: 25 | Nº: 6358

Sidimar Rostan

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Editor de política e comentarista da coluna Fogo Cruzado. Jornalista, é especialista em Comunicação e Política e subeditor geral do Jornal Minuano.
10/04/2017 Sidimar Rostan (Editorial)

Legado questionável

Gestores do Ministério do Esporte foram multados, na semana passada, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por não apresentarem o Plano de Legado relativo aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, realizados no Rio de Janeiro, em 2016. O planejamento, referente à utilização de equipamentos esportivos construídos com recursos públicos federais, já havia sido solicitado ao governo. A Corte avaliou, basicamente, que houve omissão da pasta. O saldo é de prejuízo para o erário.

A discussão sobre o plano é antiga. O ministério, que coordenou o Grupo Executivo e o Comitê Gestor dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, havia apresentado, inicialmente, um planejamento sem especificar custos de manutenção, entidade pública ou privada que ficaria responsável por arcar com esses custos e benefícios específicos esperados de maneira individualizada. As falhas foram apontadas pelo TCU, mas não solucionadas. Restou, portanto, o caminho natural da penalização.

O cenário de arenas abandonadas e em degradação, sem qualquer perspectiva de utilização, revelam a fragilidade do processo de organização, que não conseguiu ampliar as perspectivas para o esporte brasileiro, mesmo com investimentos em infraestrutura de primeiro mundo. Os gestores têm, agora, duas semanas para apresentar um plano de contingência, informando as providências que serão adotadas. Por enquanto, prevalecem os argumentos de quem criticava a realização dos jogos.

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