ANO: 25 | Nº: 6284
10/04/2017 Fogo cruzado

PT tem novo presidente em Bagé

Foto: Antônio Rocha

Petista promete postura combativa
Petista promete postura combativa

Eleito, ontem, para a presidência do maior partido de Bagé, em número de filiados, Flávius Borba (Dajulia), quadro histórico da legenda, promete uma postura 'combativa'. “Vamos reorganizar nosso partido na cidade e formar uma verdadeira frente de oposição ao governo municipal. Temos que trabalhar fortemente para reconquistar setores sociais”, enumerou.

A chapa União Bagé, resultado de consenso de todas as correntes, foi homologada para o Diretório Municipal. A chapa Avante Muda PT, liderada pela ex-vereadora Janise Collares, fez o maior número de delegados para o Congresso Estadual. Em segundo ficou o grupo liderado pelo ex-presidente, Ruben Salazar, junto da Unidade e Luta Democrática, que não tem figura pública em Bagé, seguido do Amplo, grupo do deputado Luiz Fernando Mainardi. Na avaliação dos petistas, a corrente derrotada foi a Democracia Socialista, do ex-prefeito Dudu Colombo, antes a maior, que fez apenas 38 votos dos 365.

Dajulia é filiado ao PT há 30 anos. Já presidiu a sigla, em Bagé, duas vezes. Militante dos movimentos sociais desde os 16 anos, o novo presidente tem perfil conciliador, na relação com os correligionários, e radical no enfrentamento aos adversários. “Os companheiros podem ter certeza de que terão em nós um braço forte e uma organização para que possamos vencer todas as batalhas que virão pela frente”, define.

O novo presidente integra o movimento nacional denominado Muda PT, 'que tem por meta fazer uma grande transformação, uma avaliação crítica, principalmente quanto à política de alianças', conforme enfatiza.  Dajulia defende uma reavaliação da militância. “Sabemos que algumas pessoas se afastaram do PT. Fomos governo durante 16 anos. Muitos entraram no partido por vários motivos. Temos que ter uma visão da militância com a qual podemos contar”, disse.

 

Oposição

A atuação do PT, no campo da oposição, já está definida. “Temos um patrimônio de 16 anos. Nos último dois anos, convivemos com muitas mentiras em relação às administrações petistas, sustentando que não fizeram nada. Acontece que nossas administrações fizeram muito. Temos vários exemplos na educação, como a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e o Instituto Federal-sul-riograndense (IFSul); na saúde, com criação de postos; e na habitação, para citar três áreas. Vamos fazer um enfrentamento sério; olho no olho, com este governo. No caso das obras, é importante reconhecer quem começou”, disse, ao destacar que vai atuar em diferentes frentes de defesa. “Jamais admitirei que chamem qualquer companheiro de ladrão ou que digam que qualquer companheiro do PT desviou recursos. Quem fala isso, tem que dizer quem foi; tem que provar. Isso nós vamos combater na política, na comunicação e na justiça”, garante.

O diretório também deve adotar uma postura específica na relação com a bancada, formada por Lélio Lopes (Lelinho) e Rafael Rodrigues (Fuca). “Cada vereador tem sua característica, seu jeito de atuar. Mas a atuação dos nossos vereadores vai ser objeto de constante avaliação da executiva do PT. Vai ser objeto de constante avaliação do nosso partido. Nós queremos que nossos parlamentares tenham uma conduta de acordo com o programa do PT, com o estatuto, de acordo com aquilo que o PT definir como atuação para Bagé. Fizemos uma avaliação, por exemplo, de que este governo está inchando a máquina pública. Nós, no último período, tivemos erros em relação ao funcionalismo público, mas também tivemos acertos, quando começamos a pagar em dia os funcionários. Agora vamos avaliar muito bem todos os números. A população de Bagé nos colocou no papel de oposição a este governo e nós vamos ser uma oposição dura e fiscalizadora. Vamos cobrar forte”, afirma.


Prefeitura

O PT não disputou o pleito de 2016, deliberando pelo apoio ao então vice-prefeito, Carlos Alberto Fico, do PCdoB. “É uma pessoa honrada, que admiramos muito por sua conduta. Como ele foi o vice, o partido fez uma avaliação de que caberia o apoio. Infelizmente não conseguimos encaminhá-lo à prefeitura”, avalia Dajulia.

O novo presidente do PT, entretanto, adianta que a intenção é trabalhar para a construção de uma candidatura própria, para 2020. “Vamos nos reorganizar, a partir de um terreno fértil, deixado por 16 anos de patrimônio. Temos gente honesta e combativa para pegar a linha de frente e retornar ao governo municipal”, acredita.

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