ANO: 25 | Nº: 6330
12/04/2017 Editorial

Trabalho que deu certo

Há 34 anos na cidade de Florestópolis, no Paraná, surgia a Pastoral da Criança, um serviço que mais tarde se tornaria referência em 17 países da África, Ásia, América Latina e Caribe. Uma das grandes artífices dessa iniciativa, duas vezes indicadas ao Nobel da Paz, foi a médica sanitarista Zilda Arns Neumann, morta no terremoto do Haiti em 2010. Na condição de fundadora desse organismo, ela esteve em Bagé no ano de 2006, onde foi homenageada na Câmara de Vereadores. A Pastoral da Criança mexe com os alicerces dos países onde está presente, pelo combate à desnutrição infantil, e em alguns conseguiu reduzir a zero esse problema que ceifou vidas de milhares de crianças. É um serviço que tem como agentes transformadores os voluntários, na sua maioria mulheres. O público-alvo desse trabalho são crianças desde o desenvolvimento ainda no ventre da mãe até os seis anos de idade. As gestantes também são atendidas. A ação consiste em orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. A Pastoral da Criança atua nos chamados bolsões de pobreza. Em Bagé, o organismo atua em alguns bairros por meio das paróquias. Essa pastoral serviu de referência para a criação de outros projetos como o Programa Infância Melhor (PIM), que tem atuação muito parecida. Agora, mais recente, surge o Programa Criança Feliz, do governo federal, que, a exemplo da pastoral, atende gestantes, crianças de zero a três anos e suas famílias, além de outros beneficiários. Lançado em 2016, o primeiro estado a aderir ao programa foi o Rio Grande do Sul. A assinatura de adesão aconteceu nesta segunda-feira no Palácio Piratini. O único município da região que aderiu ao programa foi Hulha Negra, conforme publicou o MINUANO na edição de ontem. Foi justamente Hulha Negra que em meados de 2008 a 2012 foi destaque na região pelos serviços direcionados às crianças. O Programa Criança Feliz reforça o marco legal da primeira infância e promove o desenvolvimento integral das crianças nos primeiros anos de vida. Tem como base as visitas domiciliares e ações intersetoriais. De acordo com dados do governo estadual, no País, até agora, 2.529 municípios integram o programa.  

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