ANO: 24 | Nº: 6159
13/04/2017 Segurança

Dois réus são condenados por homicídio

Foto: Rochele Barbosa/Especial JM

Dionatan Tavares e Bruno Nunes foram condenados
Dionatan Tavares e Bruno Nunes foram condenados

Durou cerca de 12 horas, o júri popular de Dionatan da Silva Tavares, conhecido como "Degolado" e Bruno Teles Nunes, conhecido como "Bruninho" ou "Sem Dente", condenados pela morte de William Santos Ferreira e tentativa de homicídio de Leonardo Moraes. O julgamento aconteceu nesta terça-feira.

"Degolado" foi condenado a 20 anos em regime fechado e "Sem Dente" a 16 anos e oito meses, também em regime fechado. Ambos estão presos no Presídio Regional de Bagé (PRB).

O crime ocorreu no dia 19 de agosto de 2015, por volta das 19h40min, na avenida Leonel Brizola. Os dois réus trafegavam em um motocicleta, se aproximaram das vítimas e efetuaram 10 disparos de arma de fogo.
Durante a audiência, foram ouvidas seis testemunhas - três de acusação, duas de defesa e a vítima da tentativa de homicídio -, além dos dois réus.

"Sem Dente" declarou que estava trafegando de motocicleta e no carona estava um amigo morador de Caxias do Sul, e que este homem que teria desferido os tiros contra as vítimas. Ele afirma que uma das vítimas estaria armada.

"Degolado" negou tudo e disse que nem estava com Bruninho no momento do crime. Ele alegou que estava em casa.

Testemunhas

As três testemunhas de acusação foram a esposa de Ferreira, um policial militar da Brigada Militar que atendeu a ocorrência e o delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia, Luis Eduardo Benites. O policial e o delegado relataram o que foi apurado no inquérito.

A esposa da vítima acredita que os tiros eram para Leonardo Moraes e acabaram acertando em seu companheiro.

Moraes também foi ouvido, relatou que viu os dois condenados e garantiu que eles cometeram o crime. Ele contou que conseguiu correr e acabou caindo em um pátio, onde foi socorrido pelos moradores do local.

As testemunhas de defesa garantiram que "Degolado" estaria em casa durante o momento do crime.

Conforme a sentença de pronúncia, os condenados cometeram o crime por motivo torpe, consistente em uma rixa que mantinham com a vítima, destacou a juíza. Trafico de drogas também teria sido motivação para o crime.

 

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