ANO: 25 | Nº: 6280
14/04/2017 Fogo cruzado

Prefeitura vai doar área para instalação de Polo Tecnológico

Foto: Divulgação

Terreno integrava plano de alienações, desenvolvido pela gestão anterior
Terreno integrava plano de alienações, desenvolvido pela gestão anterior

O projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Bagé a doar uma área de 1.386,92 metros quadrados para a empresa Ávato será analisado pelos vereadores a partir da próxima semana. O terreno (localizado na rua Barão do Triunfo, ao lado do Mercado Público), integrava o pacote de lotes que seriam vendidos pelo governo anterior. Se a nova medida for aprovada, a proposta que ainda tramita na Câmara, autorizando a alienação, perde efeito.

A doação, de acordo com projeto encaminhado pela prefeitura à Câmara, tem por objetivo a instalação de um Poo de Desenvolvimento Tecnológico, com a implantação de infraestrutura de rede óptica, com comunicação adequada às exigências do mercado doméstico e corporativo de transmissão de dados. A medida, na pratica, vai viabilizar a instalação da empresa Ávato - Agilidade, Inovação e Resultados em Tecnologia da Informação (TI), que tem sede em Santa Maria.

A articulação da Ávato iniciou no ano passado. No início do mês, o governo informou que, em contrapartida, a empresa irá gerar empregos, aumentar de 20 quilômetros para 130 quilômetros a rede de fibra óptica, em cinco anos, assumindo, ainda, a responsabilidade pela revitalização, jardinagem e conservação dos canteiros da avenida General Osório pelo período de 10 anos. As contrapartidas não estão especificadas no texto enviado à Câmara. O projeto prevê, porém, que a doação será efetivada mediante regras estabelecidas por edital.

O governo não deve enfrentar dificuldades para aprovar a matéria. Na justificativa apresentada aos vereadores, pessoalmente, o prefeito Divaldo Lara, do PTB, sustenta que, além dos avanços em nível de infraestrutura, o Pólo representa investimentos de R$ 11 milhões. O principal argumento do petebista é de que o empreendimento deve gerar centenas de empregos. Como o Executivo não solicitou regime de urgência na tramitação, a Câmara ainda não tem prazo para votar a redação.

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