ANO: 25 | Nº: 6310
19/04/2017 Editorial

Supersafra injeta ânimo no campo e na cidade

Uma das grandes apostas dos produtores da região da Campanha nos últimos anos é a cultura da soja. Os campos, outrora povoados por rebanhos de ovinos e bovinos, vêm cedendo espaço para as lavouras de soja. Toda a cadeia que envolve essa cultura, como o preço que é regrado pelo mercado externo atrai cada vez mais o produtor. A soja tem sido a "menina dos olhos" do agronegócio, que anda na contramão da crise financeira do País. Pesquisas como do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) consolidam a importância da oleaginosa para a economia nacional. No final de semana, a imprensa estadual publicou reportagem sobre a supersafra de soja neste ano no Estado e a preocupação dos produtores com a falta de espaços para armazenar a colheita histórica. Na edição de hoje, o MINUANO publica reportagem sobre a situação da região (Aceguá, Bagé, Candiota e Hulha Negra), no que diz respeito à disponibilidade de estruturas para estocar o grão desta safra. Ao contrário de outras regiões do Rio Grande do Sul, os produtores da Campanha estão em situação mais confortável em relação aos demais. Um dos motivos é a proximidade com o porto de Rio Grande, de onde a soja é embarcada tendo como destino a China, que é o maior comprador do produto. Além disso, os produtores mais precavidos investiram em silos para estocar o produto. A safra é considerada histórica nos quatro municípios, diz o presidente da Associação dos Arrozeiros de Bagé e Região, Ricardo Zago, que investe no plantio de soja há seis anos. Quando a agricultura vai bem, como é o caso da soja, a injeção de ânimo e de renda repercute não só no campo, mas também na cidade.

 

 

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