ANO: 25 | Nº: 6335
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25/04/2017 às 11h16 Segurança

Carro da Prefeitura de Bagé era utilizado para recolher dinheiro de jogos de azar

Foto: Jaqueline Muza/ Especial JM

A investigação Operação Deu Zebra teve a duração de 16 meses e foi liderada pela delegada Ana Tarouco. Ana constatou, a partir de 415 mil ligações telefônicas grampeadas e de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que os grupos liderados por Mario Kucera, de Bagé, e Marcos Dierka, de São Gabriel, teriam se valido de uma extensa rede de lotéricas, lojas e laranjas para lavar dinheiro de origem ilícita do jogo do bicho.

Durante as investigações, também foram detectados casos de viciados em jogo se desfazendo de patrimônio para entregar tudo aos bicheiros, utilização de carro da prefeitura de Bagé para o recolhimento do dinheiro do jogo e engrenagens do lobby feito por contraventores no Congresso.
Em quatro anos, os barões supostamente movimentavam R$ 521 milhões entre lucros e pagamentos de prêmios e despesas, enquanto suas declarações de importo de renda indicavam receitas parcas e nulas.

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