ANO: 25 | Nº: 6362
26/04/2017 Segurança

Corpo de jornalista encontrado em Porto Alegre será sepultado hoje em Bagé

Foto: Divulgação

Agachado à frente da turma de Jornalismo em 2004
Agachado à frente da turma de Jornalismo em 2004

O corpo de Tagliene Padilha da Cruz, 33 anos, encontrado na noite de segunda-feira, 24, em seu apartamento, no bairro Farroupilha, próximo à Redenção, em Porto Alegre, chegou a Bagé, na noite de ontem. Ele foi velado na Capela Santo Antônio, no Cemitério da Santa Casa de Caridade de Bagé. O sepultamento será hoje, às 9h.

De acordo com informações preliminares, o corpo de Tagli, como era carinhosamente chamado por amigos, familiares e colegas, apresentava sinais de violência. Segundo a delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima tinha ferimentos na cabeça. O corpo foi encontrado enrolado em um cobertor, sobre a cama.

O caso é tratado como um homicídio, mas a hipótese de latrocínio (roubo com morte) não é descartada. No momento em que as amigas do jornalista entraram no imóvel, usando uma chave reserva, encontraram os cômodos bagunçados e, segundo a delegada, sentiram falta de pelo menos dois objetos de valor: um notebook e o celular da vítima. Conforme os investigadores, não houve arrombamento do imóvel.

Trajetória

Tagli se formou em Jornalismo na Universidade da Região da Campanha (Urcamp) em 2004. Ele trabalhou como estagiário no Jornal MINUANO em 2001. Também foi repórter no Jornal Diário de Canoas, atuou como assessor de imprensa na Câmara Municipal de Porto Alegre e, atualmente, exercia a função na Federasul, através do Escritório de Comunicação Fróes, Berlato Associadas. Tagli era solteiro. Filho de José Wilson Torales da Cruz, que atuou como secretário nos governos de Luiz Fernando Mainardi e Eduardo Dudu Colombo dos Santos, na Prefeitura de Bagé, e nos Legislativos de Candiota e Hulha Negra; e da professora Cris Padilha, ele deixa três irmãos: Uílson Adriano, Tamile e Taliane. 

Durante a tarde de ontem, a empresa em que Tagli trabalhava emitiu uma nota sobre a morte do jornalista. "Estamos chocados com a notícia da morte do Tagliene Padilha, o Tagli, nosso prestador de serviços, profissional de primeira, competente e atento. Nos três anos em que trabalhou conosco, o jovem jornalista demonstrava conhecimento e segurança no atendimento aos clientes de nossa empresa e era muito bem conceituado no meio onde atuava. Sempre solícito e disposto, Tagli era uma pessoa rara na alegria e na suavidade. No escritório, era organizado e planejado e, acima de tudo, tinha postura profissional invejável para a função. Vamos sentir muita falta deste querido jornalista, que, por tão pouco tempo de vida, estava escrevendo uma linda história. Tinha laços familiares fortes, uma qualidade das pessoas do bem", pontua o texto.

Urcamp

A Universidade da Região da Campanha também emitiu nota de pesar. "A Urcamp, associando-se ao pesar da família e do curso de Comunicação Social, decretou luto oficial (no dia de ontem), mantendo-se normais as atividades acadêmicas e funcionais, pelo falecimento do jornalista egresso desta casa, Tagliene Padilha da Cruz. Com isso a instituição revela seu respeito e solidariedade a uma família que teve três de seus filhos preparados e formados nos bancos da instituição", informou.

Sindicato dos jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do sul (SINDJORS) também emitiu nota, onde lamenta o falecimento do profissional.

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