ANO: 26 | Nº: 6586
27/04/2017 Segurança

Advogados de “barão do jogo do bicho” entram com pedido de habeas corpus

Foto: Tiago Rolim de Moura

Defensor afirma que seu cliente cometeu apenas uma contravenção
Defensor afirma que seu cliente cometeu apenas uma contravenção

Os advogados do empresário Mário Kucera, Décio Lahorgue e José Carlos Teixeira Giorgis, entraram, ontem, com pedido no poder Judiciário de habeas corpus (ação judicial com o objetivo de proteger o direito de liberdade de locomoção ao lesado ou ameaçado por ato abusivo de autoridade) para a soltura dele, que é acusado de ser o "barão do jogo do bicho" em Bagé e região.

Kucera é acusado de ser um dos líderes da organização de "jogo de bicho", lavagem de dinheiro e crime organizado na região. Ele foi preso em ação da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Brigada Militar, denominada Operação Deu Zebra, na manhã desta terça-feira, em sua casa, no Edifício Avenida, onde também funcionava seu escritório.

Lahorgue afirma que seu cliente não é criminoso e sim um contraventor. "Ele assume que é bicheiro, mas isto é uma contravenção penal e não um crime", argumenta.

O advogado também criticou a investigação. "Ficaram quase um ano e meio e não checaram o registro de imóveis para saber que os cinemas e imóveis que eles dizem que meu cliente comprou com dinheiro do jogo, são, em alguns casos, de antes do nascimento de Mário Kucera, este será meu embasamento no habeas corpus, informou o profissional.

As outras denúncias de que Kucera utilizava lotéricas da Caixa Econômica Federal para lavar dinheiro, o advogado reitera que são falsas. "Isso é besteira, não existe nada disso", garantiu.

São Gabriel

O MINUANO tentou contato com o advogado do acusado Marcos Dierka, de São Gabriel, mas não o encontrou. 

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