ANO: 25 | Nº: 6312

Viviane Becker

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Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
29/04/2017 Caderno Ellas

Arte & Relíquias

Foto: Fábio Lucas/Especial JM

Licoreiras
Licoreiras

Arte & Relíquias

Nesta edição, Fábio Lucas divide um pouco do seu conhecimento sobre arte, adquiridos em 20 anos de colecionismo, com os leitores do MINUANO. A experiência do colecionador vem sendo ampliada com o tempo, em visitas a antiquários, feiras de antiguidades, coleções particulares, museus e igrejas de diversas partes do Brasil e do mundo. "Colecionar artefatos belos ou simplesmente curiosos é uma atividade que acompanha o homem desde as civilizações mais antigas", comenta Lucas, que também considera a aquisição de arte e antiguidades um excelente investimento.


Cães de Fó

São grandes cães guardiães, geralmente em cerâmica esmaltada chinesa na cor azul turquesa. Os primeiros foram feitos no período da Dinastia Ming (1368-1644), na China. A palavra "Fó" foi a primeira usada para designar Buda, a tradução literal seria cães Buda. Seu aparecimento na cultura chinesa coincide com o budismo. Eles protegem o território e só deixam agir dentro dele quem vem com boas intenções e pensamentos positivos. Também são conhecidos como cães da felicidade ou cães celestiais porque só permitem a entrada da energia positiva. São também chamados de gárgulas ou guardiães dos templos, servem de proteção contra inveja, mau-olhado e olho-grosso.                                                            


Licoreiras

São recipientes em forma de garrafa com tampa, quase sempre em um suporte de metal acompanhada de seis canequinhas ou copinhos. Eram destinadas a conter e servir licores, estes, quando não eram importados, eram feitos artesanalmente. São objetos de coleção muito apreciados pelos colecionadores devido às diferentes formas, tamanho e materiais da sua composição, tais como: vidro, cristal, murano, veneziano, porcelana, cerâmica, prata e metais.                    


Jarro com bacia ou gomil

Os jarros com bacia chegaram ao Brasil para serem utilizados como objetos de toalete. Eles ficavam nos aposentos destinados aos quartos, e era com eles que se fazia a higiene e a limpeza das mãos, do rosto e do corpo, pois nos primórdios da colonização brasileira não havia água  encanada. Os objetos faziam parte do conjunto completo de lavatório, que era composto pelas demais peças: saboneteira, caixa de porta-pentes, caixa de pó de arroz, porta-joias, castiçais, escarradeira, bowl, penico com tampa ou urinol (pois não havia banheiro), quartinha ou moringa, um par de vasos pequenos, um par de vasos médios e um par de vasos grandes.                                                         


Bibelôs

São pequenas peças de porcelana que medem de cinco a 15cm de altura. São verdadeiras "joias" de porcelana devido a sua pintura e acabamento artesanal. Eram utilizados como adorno nas penteadeiras, cômodas, criados-mudos, mesinhas de cabeceiras e bibelozeiros. No Brasil, foi uma febre nos anos 30 e 40. Eles vinham de diversos países europeus (Alemanha, França, Itália, Holanda, Rússia, Hungria, Inglaterra e outros). Até hoje, são encontrados em toda a parte do mundo. Haviam muitos tipos de bibelôs, com menino, menina, animais, vasinhos, jarrinhas, pratinhos, em forma de saboneteira e paliteiros. São muito procurados pelos colecionadores por serem peças muito fácil de encontrar.                                                                            


Opalinas ou vidros de opalina 

É um vidro de aspecto acetinado, não transparente, mas em geral translúcido, produzido na França durante o século XIX. Teve origem na  Cristaleria Baccarat e foi denominada pelo seu fabricante com este nome devido às cores da pedra opala e seu aspecto irisado quando vista à contraluz. As opalinas mais antigas têm coloração branca, azul turquesa, verde-claro e rosa. Foram confeccionadas diversas peças: jarra,  copos, vasos, licoreiras, vidros de perfume, lustres, taças e galinhas de vidro. No Brasil, durante o segundo reinado, foi intensa a importação de opalinas, hoje, são raras nas lojas de antiguidades e leilões.

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