ANO: 25 | Nº: 6359
01/05/2017 Editorial

NÃO É VERDADE

Circula nas redes sociais notícia relacionada ao Jornal MINUANO, segundo a qual o Ministério Público (MP) estaria postulando judicialmente o seu fechamento. A referida nota é falsa e desvinculada da realidade dos fatos, conforme passaremos a expor. 

É de conhecimento público, que até o ano de 2010, a Fundação Áttila Taborda (FAT), mantenedora da Urcamp, do Hospital Universitário, da Casa da Menina e do Jornal MINUANO enfrentava grave crise financeira, sendo constantes os atrasos nos pagamentos dos salários, além dos compromissos assumidos junto aos seus fornecedores. Também é de conhecimento de todos que essa dura realidade impôs aos funcionários e professores inúmeras dificuldades para a manutenção das suas necessidades básicas, não sendo raros os relatos de corte no fornecimento de luz e ações de despejo promovidas por falta de pagamento de aluguéis. 

Enquanto isso, alheio a essa realidade, um pequeno grupo de gestores e ex-funcionários se beneficiava com altos salários, totalmente fora da realidade vivenciada pela instituição, mantendo - sem qualquer pudor ou constrangimento - inúmeros privilégios, tais como a realização de viagens de férias para locais paradisíacos, além de outras benesses, pouco importando a penosa realidade vivida pelos demais trabalhadores menos favorecidos. Essa era a dura realidade, e disso a comunidade bajeense ainda tem a nítida lembrança.    

Diante desse cenário, pairava dúvida quanto à capacidade de manutenção das atividades da FAT, gerando preocupação não só entre os seus colaboradores, mas também entre a comunidade acadêmica. 

Com o advento do processo eleitoral ocorrido no final de 2010, os funcionários, professores e alunos resolveram dar um basta nessa situação, elegendo novos gestores que tinham em sua plataforma eleitoral uma radical mudança no sistema administrativo que imperava até então.             

Entre as medidas adotadas para a busca do saneamento econômico, se fazia necessária a correção dessas distorções, impondo-se o afastamento daqueles que pouco produziam, embora recebessem altos salários. E é justamente essa casta de privilegiados que não aceita a nova realidade e ataca reiteradamente as medidas de saneamento adotadas pela instituição, entre elas a formação do Expediente Administrativo junto ao Tribunal Regional da 4ª Região, o qual foi criado justamente para pagamento do passivo trabalhista gerado pelas administrações anteriores, que sequer cumpriam com o mais primordial direito assegurado ao trabalhador, que era o pagamento em dia dos salários. 

É importante mencionar que o Expediente Administrativo prevê, pela ordem, o pagamento dos créditos de menor valor (relativo, por óbvio, aos que recebiam menores salários, e que efetivamente deram o seu sangue em prol da instituição), os que possuem doença grave ou que estão aposentados e, por último, os créditos de maior valor. Ou seja, aqueles que sempre foram mais privilegiados foram para o fim da fila, numa situação totalmente oposta à realidade que até então estavam acostumados a vivenciar. Decorre daí as constantes manifestações de contrariedade ao Expediente Administrativo, o qual denominam como "Inferno Administrativo", posto que lá estão submetidos a regras claras e justas, sem qualquer atendimento a interesses pessoais.

Registre-se, por necessário, que nem todo desligamento se deu em razão de situação de privilégio, já que muitos postos de trabalho foram extintos em razão da reestruturação administrativa. 

O conjunto de medidas adotadas pela atual gestão vem assegurando o pagamento em dia dos salários de seus colaboradores por mais de quatro anos consecutivos, realidade que há muito não era vivenciada pelo seu quadro de colaboradores, o que demonstra que a instituição está no caminho certo. Também é significativa a melhoria na qualidade do ensino, atestada pelas inúmeras avaliações realizadas pelo MEC, bem como pelo crescente aumento no número de alunos matriculados, numa situação inversa a de inúmeras outras instituições de ensino que, hoje, somente veem diminuir o seu corpo discente, o que demonstra que também nesse aspecto a instituição vem percorrendo uma curva crescente em seu desenvolvimento. Prova disso é o resultado da última eleição, por meio da qual a atual equipe gestora foi reeleita com um percentual maior do que aquele obtido no primeiro processo eleitoral.    

No que tange a questão específica do Jornal MINUANO, não há na ação proposta pelo Ministério Público uma só linha requerendo o encerramento das suas atividades, conforme equivocadamente divulgado na manifestação, restringindo-se a questão tão somente quanto à extensão da imunidade tributária concedida à FAT, decorrente da sua condição de entidade filantrópica, ao referido jornal. Somente isso e mais nada! Todavia, salvo melhor juízo, a questão suscitada na ação não comporta mais dúvida, na medida em que o entendimento adotado por nossos tribunais é no sentido de que a imunidade assegurada às entidades beneficentes de educação não impõe qualquer restrição quanto à sua área de atuação, não havendo irregularidade, pois, à vinculação das atividades prestadas pelo Jornal MINUANO à FAT.   

Reiteramos o posicionamento de que não está o MP requerendo em sua ação o fechamento do Jornal MINUANO, o que assegura à FAT o compromisso de continuidade dos serviços prestados por este importante veículo de comunicação, lembrado em todas as pesquisas de opinião como o jornal da comunidade bajeense. 

Notícias falsas e desvirtuadas do seu real contexto, geradas por aqueles que não têm qualquer compromisso com a verdade dos fatos, não são compartilhadas por quem mantém íntegros os seus princípios morais e éticos, sendo abominadas por nossa comunidade. Prova disso, são as inúmeras manifestações de apoio recebidas dos mais diversos seguimentos da nossa sociedade, testemunhas do crescimento da FAT nos últimos anos.            

Diante disso, não há qualquer dúvida de que as medidas administrativas adotadas pela nova equipe administrativa da FAT estão em absoluta sintonia com a nova realidade brasileira, na qual não há mais espaço para a manutenção de privilégios a pequenos grupos, em detrimento aos demais trabalhadores que diariamente constroem a grandeza deste País. 

Fundação Attila Taborda - FAT

Deixe seu comentário abaixo

Em tempo real

Outras edições

Carregando...