ANO: 26 | Nº: 6543
06/05/2017 Cidade

Presidente da CRM afirma que momento crítico já passou

Foto: Arquivo JM

Compra de 3,4 milhões de toneladas ao ano em 2015  caiu para 1,2 milhão de toneladas ao ano em 2017.
Compra de 3,4 milhões de toneladas ao ano em 2015 caiu para 1,2 milhão de toneladas ao ano em 2017.

A definição das bases do acordo entre a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), subsidiária da Eletrobras, sobre o preço do carvão produzido na mina de Candiota, foi classificada, pelo presidente da empresa, Edivilson Brum, como um avanço para a manutenção da estatal gaúcha. O diretor adianta, porém, que ainda será necessário fazer cortes no orçamento. "Iniciamos revendo os contratos e conseguimos economizar R$ 19 milhões com essa ação", ressalta.
O impasse que se estendia desde abril de 2016, girava em torno do valor do combustível. A CGTEE aceitava pagar R$ 56,94 por tonelada do mineral, enquanto a CRM só conseguiria manter a atividade se recebesse R$ 71 por tonelada. Com a mediação da Aneel, que ainda deve oficializar o acordo, o novo valor ficou em R$ 68. Na próxima semana, a Eletrobras vai apresentar um estudo justificando o novo preço, para elevar o valor.
O valor dos atrasados está estimado entre R$ 15 e R$ 16 milhões, e será quase integralmente usado para sustentar o custo dos desligamentos que serão feitos para a estatal seguir operando com o novo valor do carvão.


Desligamentos
A CRM não informa o número de dispensas. O presidente afirma que a empresa precisa fazer uma redução de 40% nos custos para suportar a diferença de preço. A estatal contava com 415 funcionários em 2016.
Brum salienta que existe um plano para incentivo à demissão e vários servidores já aderiram. "Somente com estes trabalhadores, já será possível um equilíbrio", afirma. O presidente também citou a luta de lideranças pela retomada da Fase B de usina de Candiota, que deixou de funcionar em fevereiro. "A CGTEE é nossa única cliente e tem muita importância para manutenção da CRM", disse.
A adequação não se deve apenas à redução do valor, mas também à quantidade de carvão comprada pela CGTEE, que caiu de 3,4 milhões de toneladas ao ano em 2015 para 1,2 milhão de toneladas ao ano em 2017.

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