ANO: 25 | Nº: 6258
09/05/2017 Segurança

Estado registra uma multa por excesso de velocidade a cada 16 segundos

No ano de 2016, foram registradas 1,9 milhão de infrações por excesso de velocidade no Rio Grande do Sul. Esse número representa um condutor excedendo o limite a cada 16 segundos. Embora seja difícil identificar os fatores causadores de um acidente, existem pesquisas sugerindo que até um terço das colisões que resultam em morte envolvem excesso de velocidade.

Por isso, o tema foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a 4ª Semana Mundial de Segurança no Trânsito. No período de 8 a 14 de maio, o Detran-RS une-se à causa para aumentar a consciência global sobre os riscos e consequências da velocidade excessiva, além de disseminar soluções para a gestão da velocidade.

O excesso de velocidade está no topo do ranking das infrações mais flagradas no Estado, muito em função dos radares e controladores de velocidade. Mas se considerarmos que as infrações que resultam em multa são somente uma fração do comportamento dos motoristas, percebemos o tamanho do problema. 

O número de infrações por excesso de velocidade (artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro) vem aumentando ao longo do tempo. Em 2007, foram 611,5 mil registros. Esse número passou para 726 mil em 2010; e saltou para 1,9 milhões em 2016. Os processos de suspensão do direito de dirigir pela infração prevista no inciso III do artigo 218 (exceder a velocidade em mais de 50% superior à máxima permitida) também aumentaram exponencialmente: de 3 mil em 2010, passaram a 12 mil em 2013 e a 41,8 mil em 2016.

Fator de risco

Além de estar presente como elemento principal ou contribuindo para grande parte dos acidentes com morte, a velocidade também é um fator agravante das lesões. Por isso, a OMS recomenda que os limites de velocidade recomendados para vias compartilhadas entre veículos motorizados, pedestres e ciclistas devem ser menores que 30Km/h.

A recomendação está baseada em estudos citados no Manual de Segurança Viária sobre gestão da velocidade da OMS, que comprovam que enquanto a maior parte das pessoas mais vulneráveis (sem proteção) sobrevive a um atropelamento por um automóvel transitando a 30 km/h, a maioria deles morre quando atropelados por um veículo transitando a 50 km/h.

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