ANO: 25 | Nº: 6255
18/05/2017 Segurança

Benites fala sobre importância da Urcamp em sua carreira profissional

Foto: Claudenir Munhoz

Delegado elenca prioridades da nova função
Delegado elenca prioridades da nova função

Luis Eduardo Sandim Benites, 51 anos, natural de Bagé, novo titular da 9ª Delegacia de Polícia Civil Regional também atua como professor na Universidade da Região da Campanha (Urcamp), onde concluiu a graduação em Direito no ano de 1990. Toda sua trajetória acadêmica iniciou na instituição, participando de Diretório Acadêmico, políticas estudantis, entre outras fases durante a sua formação. Na universidade ele também concluiu especialização em Direito Processual Civil e Direito Civil no ano de 2002. Em 2004, Benites cursou a especialização em Direito Processual Penal e Direito Penal. Atualmente, ele ministra as disciplinas de Direito Penal I, II e III, além do Estágio Supervisionado I, junto ao Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Urcamp. Em 2012, o docente concluiu mestrado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na área de Estado, Indivíduo e Cidadania.

Para Benites, a trajetória acadêmica na Urcamp contribuiu muito para o seu crescimento profissional. Aliando as duas profissões, ele diz que na área da educação há muitos desafios e, hoje, há uma revolução tecnológica. "Temos que se adaptar aos novos tempos, acompanhar o processo é uma atualização. A mudança envolve a sala de aula; o processo de ensino", comenta. Já como delegado, diz que a profissão também está inserida num contexto de desafios diante da criminalidade, violência e outros fatores. "Temos que construir novas possibilidades, diante da escassez de recursos. A comunidade espera respostas. É um desafio constante e precisamos buscar soluções e alternativas", declara.

De acordo com o delegado, a união das duas profissões é enriquecedora, pois o convívio com o corpo discente é um fator constante de atualização. "É uma troca de experiências com os alunos e contribui com a qualificação que vamos desempenhando ao longo do tempo". Benites conta que escolheu fazer as duas especializações na Urcamp em razão do curso de Direito ser um dos melhores do Estado. "Temos um excelente corpo docente, com professores renomados, inclusive com reconhecimento nacional", salienta.

O curso de Direito da Urcamp completa, em 2017, 48 anos de fundação. Aliando sua tradição e a qualidade destacada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a instituição já formou vários profissionais que hoje atuam nos mais distintos e variados órgãos e instituições dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para o coordenador do curso, professor Heron Vaz, a promoção de Benites é um reflexo dessa qualidade da graduação. Em Bagé, os quatro delegados que atuam nas delegacias são egressos da Urcamp, onde colocam em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso nas mais diversas situações do dia a dia. "De todos os juízes de direito (estaduais) lotados no município, apenas um não teve sua formação na Urcamp. Além disso, a qualidade do curso é visível na advocacia, quando inúmeros profissionais oriundos da instituição alcançam destaque em nível nacional", relata o coordenador, ressaltando que nos últimos concursos para o Ministério Público e magistratura, egressos foram aprovados e já estão atuando em outras comarcas".


Desafios

Como titular da 9ª Delegacia de Polícia Civil Regional, Benites já elencou prioridades. "O nosso primeiro objetivo é tentar trazer mais efetivo para a região. Estamos com pouco pessoal e muitas aposentadorias. Há municípios com poucos servidores, também há falta de delegados. Contamos, comigo, com apenas cinco", explica.

Em Bagé, 68 policiais civis são servidores nas seis delegacias: Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Delegacia Especializada em Atenção a Mulher (Deam), Primeira Delegacia de Polícia (1ª DP), Segunda Delegacia de Polícia (2ª DP), Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) e a 9ª Delegacia Regional.

Na região, 115 servidores atuam em 10 municípios da regional. "Número muito baixo de servidores em algumas cidades, agora em Dom Pedrito teremos quatro novos policiais e vamos seguir buscando mais agentes", completa o delegado regional.

Benites também pontua que sua primeira ação foi a humanização da DPPA. Com a reforma, em parceria com algumas empresas da região, será possível separar as salas do registro de ocorrências das autuações em flagrante. "Também queremos melhorar as acomodações para os servidores e a comunidade, iremos fazer mais celas temporárias, temos apenas uma e sem estrutura para receber um número elevado de detidos, além de não ter banheiro", informa o delegado.

O delegado regional enfatiza que o combate aos crimes de tráfico de drogas, homicídios e crimes rurais serão prioridades da Delegacia Regional. "A ideia é fazer uma prevenção desses delitos e fazer com que diminuam. Também queremos melhorias na nossa frota de viaturas, temos algumas em situação mediana, necessariamente é preciso mudar e também queremos melhoramentos dos espaços físicos das delegacias, temos muitos prédios alugados e alguns, que são próprios, precisando de reformas", falou. 


Bagé registrou este ano dois "cibercrimes"

Este ano, em Bagé, já foram registrados dois casos de "cibercrimes" (sequestro de dados da internet com solicitação de pagamento para reaver ao proprietário). A informação é do delegado regional, Luis Eduardo Benites.

Conforme o delegado, os dois casos estão sendo investigados. Segundo ele, o primeiro passo a ser tomado é procurar a polícia. "O registro de ocorrência é o primeiro passo a tomar, mas antes é necessário mesmo prevenir. Esses fatos podem ser produzidos em qualquer lugar do País ou do mundo", afirma.

Benites salienta que há casos graves destes tipos de crimes, em que os "hackers" (indivíduos que trabalham com internet para coletar dados de outros usuários) têm como objetivo causar prejuízos e receber dinheiro em troca da devolução dos dados. "Isso também acontece com sistemas do governo, de multinacionais e de empresas, e é muito difícil achar a autoria dos responsáveis. O importante é as pessoas terem cuidado desses dados, façam os "backups" (cópias dos dados), em outras formas digitais, para que em eventual sequestro não tenham prejuízos", acrescentou o delegado.

A dica do delegado é não permitir o ingresso dos programas invasores. "Através de e-mails suspeitos, programas ou aplicativos novos e estranhos ou com muitos anúncios, ao serem abertos eles criptografam (roubam, copiam) os dados. A prevenção é não deixar o ingresso desses programas", alerta o titular da delegacia regional.

 

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