ANO: 25 | Nº: 6331

Sidimar Rostan

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Editor de política e comentarista da coluna Fogo Cruzado. Jornalista, é especialista em Comunicação e Política e subeditor geral do Jornal Minuano.
18/05/2017 Sidimar Rostan (Editorial)

Fora do mapa

As fontes renováveis de energia ganham espaço na matriz brasileira, representando uma expansão de 90%, no ano passado, em relação a 2015, de acordo com balanço divulgado pelo Ministério de Minas e Energia. O modal hidráulico, com proporção de 64,5%, lidera as estatísticas, seguido da biomassa, que deteve 9,3%. Bons ventos também impulsionam as usinas eólicas, mas não na região. E potencial não falta.
O potencial da região é um dos destaques do Atlas Eólico do Rio Grande do Sul, ferramenta desenvolvida justamente para nortear os investimentos. Os indicadores são confiáveis, pois foram desenvolvidos com base em medições de ventos realizadas em diferentes pontos, por longos períodos. Projetos não faltam. Ocorre que desafios pontuais ainda imperam.
Para entrar no mapa da geração eólica, usinas da Campanha gaúcha precisam dispor de condições básicas, que envolvem a realização de leilões, organizados pelo governo federal, e suporte para a distribuição de energia. A articulação política, em nível local, também é incipiente. A solução para as demandas no terreno da infraestrutura, entretanto, depende especificamente desta mobilização. Para avançar neste cenário, não resta alternativa à região: é preciso demonstrar que esta indústria é uma prioridade.

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