ANO: 25 | Nº: 6361
19/05/2017 Cidade

Afastamento de agressor deve ser primeira medida contra abuso de menor

Foto: Tiago Rolim de Moura

Maior parte dos atendimentos na Creas são de abuso sexual
Maior parte dos atendimentos na Creas são de abuso sexual

O Dia Nacional de Combate à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 18 de maio - é uma oportunidade para refletir e debater o problema. Em Bagé, estão sendo realizadas atividades, desde segunda-feira, com o objetivo de chamar a atenção para os abusos e agressões sofridos pelos pequenos.

Na Rainha da Fronteira, segundo dados do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), 31 atendimentos foram realizados neste ano, a maior parte de abuso sexual. A coordenadora do Creas, Lisandra Lucas, explica que o município realiza o atendimento e acolhimento das vítimas. Cada menor recebe assistência de psicólogos, assistentes sociais e advogados.

Lisandra informa que os casos são encaminhados por meio do Conselho Tutelar, Ministério Público ou Polícia Civil. Assim que uma suspeita é registrada, ela garante que, a vítima é afastada do agressor. Inicialmente, um familiar é procurado para ser o responsável. Caso não seja possível, a cidade tem três locais em que a criança pode ser abrigada – Casa do Guri, Casa da Menina e Casa do Adolescente.

O Conselho Tutelar registrou, neste ano, 232 casos, incluindo negligência, violência física, psicológica e abuso sexual. A vice-coordenadora, Cleide Rolim da Silva, relata que a maior parte dos acusados são próximos dos menores, como pais ou vizinhos, por exemplo. “É importante que os pais estejam atentos”, alerta. Ela relata que, após sofrer traumas deste tipo, as crianças ficam mais retraídas, revoltadas, e os reflexos aparecem também nos resultados escolares.

Cleide comenta que o conselho não trabalha sozinho. Assim que recebem a denúncia, os conselheiros analisam a situação, buscando informações na casa, vizinhança e escola da criança, e locais de convivência. Quando há suspeita, os casos são registrados na Polícia Civil, onde é feito encaminhamento para o exame de conjunção carnal. Ela explica também, que abuso não fica limitado aos casos onde há penetração. As vítimas também são encaminhadas à Creas, com profissionais especializados neste tipo de violência. Os locais trabalham em rede para fazer a proteção dos menores. Denúncias podem ser realizadas para o Conselho Tutelar pelos telefones 3242 2500 e 3247 4901.

Entre as atividades programadas na cidade, foi realizada, ontem, uma apresentação teatral em frente a praça Silveira Martins. Hoje, devem ser apresentados os serviços do Creas na Câmara de Vereadores.

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