ANO: 25 | Nº: 6209

Márcia Dilmann Sousa

marciasifa@hotmail.com
20/05/2017 Márcia Dilmann Sousa (Editorial)

Na contramão dos escândalos, crescimento para o País

Em meio aos escândalos de corrupção envolvendo altos figurões da política, no Brasil, envolvidos em negociatas escusas com empresas e empreiteiras, uma noticia surge na contramão da lama em que o País está chafurdado por conta dessa crise em precedentes na história. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 0,2% para o Produto Interno Bruto (PIB), neste ano, e uma expansão econômica de 1,7% para 2018. O relatório divulgado ontem aponta que o crescimento em 2017 será sustentado por uma cultura que vem ganhando força por exemplo na região da Campanha, que é a soja. Outro fator que segundo os dados vai elevar o crescimento é o aumento  do consumo, impulsionado pela liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), uma retomada gradual do investimento e a alta dos preços do minério de ferro. De acordo com a notícia publicada ontem pela Agência Brasil,  projeções para o País estão abaixo do crescimento esperado para a América Latina e o Caribe, uma expansão econômica de 1,1% para a região em 2017 e de 2% em 2018. Não passaram incólumes pela avaliação do FMI as reformas propostas pelo governo de Michel Temer e as incertezas políticas, que segundo o fundo são fatores que afetam as perspectivas do País. O destaque fica por conta da Reforma da Previdência, apontada como um “projeto muito importante para o Brasil”. O chefe de missão do FMI para o Brasil, Alfredo Cuevas, afirmou que o sistema criado décadas atrás precisa ser modificado, atualizado e adaptado para a nova realidade demográfica”.

A Agência Brasil destacou que o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner, disse, no entanto, que ainda é cedo para saber como as turbulências políticas vão afetar a agenda de reformas e a economia nos próximos meses.

 

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