ANO: 24 | Nº: 5985
20/05/2017 Segurança

Professora de pré-escola de Hulha Negra é afastada por maus tratos

De acordo com registro na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), alunos de uma pré-escola municipal de Hulha Negra , de quatro e cinco anos de idade, teriam sido vítimas de agressão cometida por uma professora. Após denúncias dos pais, da direção da escola e da Secretaria de Educação e Cultura de Hulha Negra, o caso está sendo investigado pela polícia.

A denúncia reúne imagens de vídeo e fotografias, onde a acusada aparece puxando orelhas, cabelos e braços dos alunos. Conforme os policiais civis da Delegacia de Candiota, que estão averiguando os fatos, as imagens das câmeras de segurança do refeitório e da sala de vídeo da escola confirmam a denúncia de maus tratos.

Os agentes informaram que o delegado Cristiano Ritta irá averiguar a situação para abertura de inquérito. Na polícia, o caso foi registrado como maus tratos, o fato ainda vai ser apurado se houve lesões nas crianças.

Com base nas imagens, os agentes da investigação destacam que seis alunos teriam sido agredidos, mas, possivelmente, há mais vítimas.

Duas mães de alunos conversaram com a reportagem do MINUANO. Diule Ribeiro Martinez declarou que o filho foi agredido e também teve a merenda consumida pela professora. “Não ficaram marcas nas crianças, pois ela dava puxões de cabelo e beliscões, mas achamos estranho, pois não queriam mais ir às aulas”, contou .

A mãe de outro aluno, Doralice de Souza Becker, disse em depoimento para a polícia que, na sala de aula, ela ainda tapava a boca dos alunos com fita adesiva.

O que diz a Secretaria Municipal de Educação

A coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Hulha Negra, Silene Comin, informou que a professora, que é funcionária pública municipal e está em estágio probatório já foi afastada das atividades. “Recebemos a denúncia no dia 11 de maio, então no dia 12, fomos a Bagé e denunciamos na Polícia Civil e também para a Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público. Pedimos para a procuradoria jurídica o afastamento desta servidora com urgência, mas como os trâmites demoram ela foi afastada no dia 17, quarta-feira passada. Durante esse período, a direção colocou uma estagiária acompanhando a professora durante todo o período de aula”, afirmou a coordenadora.

Silene disse que, nesta quinta-feira, fez uma reunião com os pais dos alunos para informar o que estava sendo feito pela secretaria. Segundo ela, a turma é de 17 crianças. “Os pais foram ouvidos e explicamos como funciona o processo administrativo contra a pedagoga. A professora foi afastada durante 90 dias e então passará por uma comissão formada por três funcionários públicos, que não estão em estágio probatório, sendo um deles bacharel em Direito, que trabalha no setor de Recursos Humanos e outros dois professores que irão deliberar o que será feito administrativamente.”, informa.

A coordenadora pedagógica acrescentou que os alunos já têm outra professora e continuam com as aulas normalmente.

 

 

 

 

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