ANO: 24 | Nº: 6185

Márcia Dilmann Sousa

marciasifa@hotmail.com
22/05/2017 Márcia Dilmann Sousa (Editorial)

A imprensa oficial em tempos de crise

Incrédulos os brasileiros assistem a um dos capítulos mais tristes da história do País. Cada dia é uma nova revelação desde que foi instaurada a Lava Jato. Figurões da política vêm sucumbindo mediante as delações premiadas. Se já existia uma carência de lideranças representativas no meio político, agora mesmo é que o vácuo é maior. Não sobra ninguém, não escapa partido. Se militantes desses partidos implicados até o fio do cabelo tivessem mais responsabilidade e respeito com a sociedade, jamais ficariam apontando o dedo e postando fotos de seus opositores, quando na verdade todos estão no mesmo balaio. O apogeu de tamanha crise resultou no impeachment de Dilma Rousseff e agora o presidente da República, eleito na mesma chapa da petista, Michel Temer, é investigado por corrupção passiva, obstrução da Lava Jato e organização criminosa. O senador Aécio Neves implicado com as delações, foi afastado do mandato. Que seria de uma democracia, em tempos de crise, sem o trabalho da imprensa oficial. A relevância do jornalismo profissional em momentos como esse é primordial para o País, sobretudo em tempos que o frenesi e os ataques que beiram a irresponsabilidade pipocam pelas redes sociais. Somente e tão somente, o jornalismo profissional é que verifica, investiga, aprofunda e informa os fatos doa a quem doer, pois esse é o cerne e a razão de existir do jornalismo.

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