ANO: 24 | Nº: 6162

Márcia Dilmann Sousa

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23/05/2017 Márcia Dilmann Sousa (Fogo cruzado)

Lelinho critica atitude da Secretaria de Educação

Foto: Arquivo JM

Gonçalves afirmou que tudo foi feito de forma legal
Gonçalves afirmou que tudo foi feito de forma legal

De posse de uma informação do Portal de Transparência da prefeitura, o vereador Lélio Lopes (Lelinho), do PT, não poupou críticas a uma atitude tomada pela secretária municipal de Educação e Formação Profissional , Adriana Lara.

O petista  disse que o valor de R$ 140 mil que é pertinente à pasta deveria ser usado exclusivamente para educação e foi aplicado na limpeza de avenidas, ruas e canteiros da cidade. No entendimento do vereador, esse tipo de serviço é de competência da Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano e não da pasta de Educação. “Dinheiro para educação tem que ser investido na educação”, sentenciou.

Conforme o vereador, o dinheiro foi pago a uma empresa terceirizada que realizou os serviços de limpeza pública. Lelinho alega que a prefeitura dispensou licitação para esse trabalho.

O petista argumenta que o serviço teria que ser feito pela secretaria responsável ou por meio de um convênio que a Educação tem com o Presídio Regional de Bagé, onde detentos prestam serviços.

Para embasar sua argumentação, o vereador cita o artigo 71 da  Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que versa sobre despesas de manutenção.

Contraponto

Os secretários de Educação, Adriana Lara, e Economia, Finanças e Recursos Humanos, José Otávio Gonçalves, se manifestaram sobre o assunto por meio da  Coordenadoria de Comunicação e Memória da prefeitura.

Adriana afirmou que, desde que assumiu a pasta, tem ouvido reclamações por parte das mães dos alunos a respeito da presença de animais peçonhentos no entorno das escolas. Segundo ela, o problema atinge 34 instituições de ensino. A secretária disse que fez uma consulta e que os serviços executados foram uma emergência diante da situação.

José Otávio informou que o recurso de R$ 140 mil é uma estimativa de empenho dos meses de fevereiro, março e abril e que a empresa que executou os serviços ainda não foi paga.

Quanto a licitação que não foi feita, alegada por Lelinho, diz o secretário, que nesse caso, pode sim dispensar o processo, porque existia uma justificativa que era a queixa das mães. Ele afirmou que tudo foi feito dentro da legalidade.

 

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