ANO: 26 | Nº: 6590

Márcia Dilmann Sousa

marciasifa@hotmail.com
27/05/2017 Márcia Dilmann Sousa (Editorial)

Ecumenismo conclama respeito às diversidades

A diversidade de correntes religiosas têm crescido nos últimos tempos. O conhecimento e o reconhecimento das vivências de outras crenças ajuda a construir uma visão mais sólida sobre o verdadeiro sentido da comunhão. O cidadão tem que aprender a conviver e respeitar o diferente. O pluralismo religioso enriquece a cultura de um país. Um dos exemplos mais eloquentes sobre o verdadeiro sentido do ecumenismo foi vivenciado em Bagé, nesta quarta-feira, durante a procissão de Nossa Senhora Auxiliadora, quando os católicos, junto à imagem da copadroeira, foram saudados pelos sinos da Igreja Anglicana do Brasil (Paróquia do Crucificado). Num gesto de respeito e acolhida, a porta principal do templo anglicano ficou aberta  aos coirmãos católicos. Com certeza, foi um ato que vai ficar marcado na história. O gesto de quarta-feira foi um prelúdio para o começo da Semana Nacional de Oração pela Unidade Cristã neste domingo. A mensagem do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic) diz que a riqueza e a diversidade das igrejas cristãs devem ser motivos para aproximar as diferentes denominações religiosas e não distanciá-las. Neste ano, a semana conclama a todos os cristãos, de todas as denominações, à unidade. Com o tema “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos move – Celebração do 500º Aniversário da Reforma”, a iniciativa é promovida pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil e acontece entre os dias 28 de maio e 4 de junho. A semana ecumênica também relembra os 500 anos da Reforma Protestante iniciada por Lutero, em 1517, na Alemanha. Em carta divulgada para a ocasião, as Igrejas-membro do Conic salientam, em relação à temática proposta, que o amor de Cristo desperta a reconciliação e que as diferentes formas de expressar a fé em Jesus Cristo são riquezas. No documento, os membros do Conic destacam que a reforma não foi um evento histórico isolado. Ela ocorreu em um contexto de muita efervescência social, política e religiosa.

 

 

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