ANO: 25 | Nº: 6379
31/05/2017 Segurança

Habeas corpus do “barão do jogo do bicho” será julgado hoje

Foto: Tiago Rolim de Moura

Mário Kucera aguarda procedimento jurídico no Presídio de Santana do Livramento
Mário Kucera aguarda procedimento jurídico no Presídio de Santana do Livramento

Preso na Operação Deu Zebra, deflagrada pela Polícia Civil, o advogado e empresário Mário Kucera, denominado na ação como "barão do jogo do bicho", espera, no presídio de Santana do Livramento, o julgamento do habeas corpus (ação judicial com o objetivo de proteger o direito de liberdade de locomoção ao lesado ou ameaçado por ato abusivo de autoridade).

Os advogados de defesa do empresário, Décio Lahorgue e José Carlos Teixeira Giorgis, entraram, no dia 26 de abril deste ano, com pedido, no poder Judiciário, para a soltura do acusado. "O julgamento será hoje, às 14h, pelos desembargadores da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado", informa Lahorgue.

O habeas corpus será julgado por um colegiado (três desembargadores), na 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. No dia 5 de maio, os desembargadores solicitaram um ato ordenatório com o objetivo de analisar todo o processo resultante da Operação Deu Zebra. "Por este motivo, a demora para o julgamento. Mas acho positivo, eles quererem conhecer todo o processo”, salienta Lahorgue.

O advogado reafirma que seu cliente não é criminoso, e sim um contraventor. "Ele assume que é bicheiro, mas isto é uma contravenção penal, e não um crime", argumenta.

Operação

A Operação Deu Zebra foi uma ação de combate à lavagem de dinheiro, deflagrada pela Polícia Civil, em 25 de abril deste ano, na região da Campanha e Fronteira do Estado. O trabalho foi coordenado pela delegada de Santana do Livramento, Ana Luíza Tarouco. A investigação, de 16 meses, identificou uma organização criminosa que atuava no ramo de jogos de azar, configurando também os delitos de organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, foi descoberto que os dois grupos controlavam a contravenção em mais da metade do Rio Grande do Sul e movimentaram, em quatro anos, o valor de R$ 521 milhões.

Os bicheiros, a partir de Bagé e de São Gabriel, controlavam o jogo do bicho pela internet, através de máquinas de cartão de crédito, modificadas para fazer as apostas. Os grupos tinham conexão com São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

 

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