ANO: 25 | Nº: 6280

Márcia Dilmann Sousa

marciasifa@hotmail.com
02/06/2017 Márcia Dilmann Sousa (Fogo cruzado)

Morre trabalhista histórico

Foto: Divulgação

Chaise presidiu a CGTEE de 2006 a 2015
Chaise presidiu a CGTEE de 2006 a 2015

Aos 89 anos, morreu, ontem, no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre,  Sereno Chaise. De 2006 a 2015, ele presidiu a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). Internado há cerca de 30 dias, teve falência múltipla dos órgãos. O governador José Ivo Sartori decretou luto oficial de três dias no Estado.

Chaise iniciou a militância política ao lado do ex-governador Leonel Brizola, na década de 40. Os dois construíram juntos as bases do PTB no Rio Grande do Sul. Foi eleito vereador de Porto Alegre,em 1951. Coordenou a campanha eleitoral de Brizola à prefeitura, em 1954, e foi secretário de governo. Em 1958, foi eleito pelo PTB, com a segunda maior votação, para Assembleia Legislativa. Assumiu a liderança do partido durante o governo de Brizola (1959/1963), período em que o então líder político comandou a Campanha da Legalidade, em 1961, a resistência à tentativa de golpe imposta pelos militares depois da renúncia de Jânio Quadros, em agosto daquele ano, para impedir a posse do vice-presidente, João Goulart.

Foi eleito prefeito de Porto Alegre em 1963 e teve o mandato cassado pelo golpe militar depois de quatro meses da posse. Teve os direitos políticos cassados durante 10 anos. Na redemocratização do País, em 1979, Sereno Chaise retomou a construção partidária com Brizola, quando fundaram o PDT, depois de frustrada a tentativa de retomar a histórica sigla PTB. Disputou vaga ao Senado Federal, em 1986, e o governo do Estado, em 1994, após o governo trabalhista de Alceu Collares (1991/1995). Durante mais de 10 anos, Chaise foi presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista. Em 1998, depois do apoio do PDT ao candidato do PT, Olívio Dutra, no segundo turno da eleição, que a legenda de Leonel Brizola se dividiu. Depois de um ano participando do governo petista, o PDT deliberou pela saída do governo e Sereno Chaise, na vice-presidência do Banrisul, rompeu com Leonel Brizola e assumiu filiação no PT, com Dilma Rousseff e outras lideranças do trabalhismo.

 

 

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