ANO: 25 | Nº: 6398

Fernando Risch

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Escritor
02/06/2017 Fernando Risch (Opinião)

Nem podemos imaginar o que o destino nos guarda

Nesta semana, o atacante Gabriel Jesus, do Manchester City, publicou nas redes sociais uma série de fotos de si mesmo torcendo para o Brasil na Copa do Mundo de 2014. Nas imagens, o jogador aparecia pintando o meio fio das ruas da sua comunidade de verde e amarelo, com amigos e familiares. Nesta época, Gabriel fazia parte das categorias de base do Palmeiras e era um total desconhecido.
Exatos dois anos depois, Gabriel Jesus recebia uma ligação em seu celular. Era Pep Guardiola, tentando convencê-lo a ir jogar na Inglaterra, em vez de ir para o Real Madrid, Barcelona ou Internazionale. Hoje, Gabriel Jesus, ainda muito jovem, com 20 anos, é um dos principais jogadores dos Citizens e da Seleção Brasileira.
No mesmo Palmeiras, em que Gabriel Jesus se destacou em 2016, o desconhecido goleiro Jaílson também tem uma história parecida. No dia 17 de janeiro de 2015, então com 33 anos, sem nenhuma passagem relevante no futebol brasileiro e quarto reserva do time, Jaílson postou na sua página no Facebook: “Se sentindo decepcionado: a vida te maltrata... Queria só uma chance para mostrar meu potencial...”.
Um ano depois, após a lesão do titular Fernando Prass e da ausência dos outros goleiros na linha sucessória à titularidade, Jaílson teve sua primeira chance, já veterano na carreira e sem muitas perspectivas futuras. Quando a temporada se findou, Jaílson era campeão brasileiro, titular absoluto do gol palmeirense e ídolo do torcedor.

 

Um, dois anos pode parecer muito tempo, mas não é. É um flash, um bater de palmas no curso da história. Se viessem do futuro e contassem a Jaílson o que o destino o guardava, ele não acreditaria. E Gabriel Jesus, de pintor de meio fios a artilheiro na Europa e titular da Seleção. Em pouco, muito pouco tempo. Ambos lutaram, batalharam e o destino os brindoucom o sucesso.
Nunca saberemos o que virá amanhã (na forma literal da palavra). Por mais decepcionante que nossas vidas possam parecer e por mais negativos que os prognósticos possam ser, o que as aleatoriedades do destino nos guardam são imprevisíveis. O que se pode fazer para amenizar a angústia da espera pela glória é não desistir. 

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