ANO: 25 | Nº: 6378
03/06/2017 Cidade

Baixas temperaturas elevam internações hospitalares

Foto: Tiago Rolim de Moura

Cirurgias e internações eletivas foram remarcadas na terça-feira
Cirurgias e internações eletivas foram remarcadas na terça-feira

 Desde o inicio do mês de maio, os hospitais da cidade estão com lotação esgotada por causa das baixas temperaturas. Na terça-feira, um problema pontual fez com que a Santa Casa de Caridade de Bagé suspendesse as cirurgias eletivas por falta de leito. A instituição conta com sete leitos de recuperação para cirurgias e seis salas cirúrgicas. Como o hospital estava com os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) esgotados precisou cancelar os procedimentos.

De acordo com o provedor da Santa Casa, Airton Lacerda, haviam 18 pacientes aguardando cirurgia eletiva e não tinha como movimentá-los dentro do hospital. “O processo é dinâmico, mas foi pontual, agora já está normalizado”, afirma.

Segundo o médico, a maioria das internações é de idosos e crianças com problemas respiratórios, como bronquite, asma e infecção respiratória. A Santa Casa conta com 207 leitos, sendo em torno de 150 do SUS e 57 particulares e todos estão ocupados.

 O provedor informa que as internações  sempre aumentam no inverno e normalmente os pedidos de  baixa hospitalar  que não são de urgência ou emergência são prorrogadas. “Pacientes que precisam de  exames ou cirurgias eletivas entram na fila de espera”, relata.

Aumento de leitos

A demanda também aumentou no Hospital Universitário. De acordo com o responsável pelo setor de internações da instituição, Leandro de Deus,  90% dos 31 leitos disponíveis para o SUS estão ocupados.  Ele enfatiza que a instituição está se preparando para suprir a demanda de inverno e na próxima semana deve abrir nove leitos que estão em reforma.

Segundo ele,  a demanda principal do hospital é por pessoas com problemas de saúde mental e insuficiência respiratória e renal.

Certidão de filantropia

Além dos leitos, a Santa Casa de Caridade de Bagé está pleiteando a renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, na área da saúde. O documento é expedido pelo  Ministério da Saúde e é renovado a cada três anos. A certificação permite que a instituição contribua com 8% por mês com o pagamento patronal ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Sem o certificado o valor passa para 21%. Além disso, o Certificado garante a autorização para a entidade prestar serviços para o SUS, e receber os repasses do Governo Federal.

Segundo o provedor, houve um atraso na emissão do documento, mas a Santa Casa segue pagando os 8%. Ele frisa que já foi encaminhado o pedido para a renovação. “Não teríamos como manter o hospital aberto sem o certificado”, frisa. 

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