ANO: 24 | Nº: 6183
06/06/2017 Campo e Negócios

Farsul propõe remanejo de orçamento para garantir seguro rural

Foto: Divulgação

Lideranças da Farsul afirmam:
Lideranças da Farsul afirmam: "Governo federal não olha o produtor nesta questão"

A Comissão de Seguro Rural da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) esteve reunida, na semana passada, na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) para debater o atual cenário brasileiro e gaúcho do seguro rural, principalmente com a redução de recursos. Na reunião, a Farsul apresentou uma proposta de remanejo de orçamento para viabilizar uma melhor proposta de seguro agrícola. Esta é a primeira vez que o grupo promove um encontro fora de Brasília. Além de integrantes das duas entidades, também estavam presentes representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, seguradoras e corretores.

O presidente da Comissão de Crédito Rural da Farsul, Elmar Konrad, apontou que o grande entrave está no valor disponibilizado para o seguro. "A subvenção já foi muito reduzida e ainda há a ameaça de mais um corte. É necessário um esforço político de toda a cadeia para que se mude o atual cenário. O caminho é a massificação do seguro e redução da tarifa", propõe. Ele lembra que em São Paulo existe a participação do governo estadual na parte do produtor, algo semelhante ao que acontece com o Fundesa no Rio Grande do Sul, "mas como aplicar aqui com o nosso Estado na situação que está", ponderou.

Outro ponto lembrando por Konrad é que o Rio Grande do Sul, além de ter a taxa mais alta do Brasil, ainda é o último no calendário do seguro rural. "Não recebemos nada em 2015 e 2016, e não receberemos agora", reclamou. O dirigente ressaltou que o valor destinado ao seguro rural deveria ser de um bilhão, dada a importância do setor para a economia nacional. O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, acrescentou ainda: "Se pode ter recursos disponíveis para se fazer o seguro, desde que se façam escolhas. O dinheiro existe, o governo federal que não está voltado para o produtor nesta questão", afirmou. 

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