ANO: 25 | Nº: 6335

Márcia Dilmann Sousa

marciasifa@hotmail.com
17/06/2017 Márcia Dilmann Sousa (Editorial)

Migrantes: um tema que requer mais atenção

De 18 a 25 de junho, a Igreja Católica no Brasil celebra a 32ª Semana do Migrante, com o tema: “Migração, biomas e bem viver”.  O bispo referencial da Pastoral dos Refugiados, dom José Luiz Ferreira Salles, diz que o objetivo é anunciar, denunciar, refletir e construir uma nova relação do ser humano com a terra. De acordo com texto publicado no site oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a semana, inspirada pelo lema da Campanha da Fraternidade deste ano, propõe uma perspectiva de mudança de mentalidade e comportamento. A semana buscará, por meio dos processos que realiza, lutar para o fim da dissolução das fronteiras e das barreiras identitárias, xenófobas, regionalistas e nacionalistas. O objetivo da semana é muito pertinente em tempos atuais, onde intolerância contra os migrantes e refugiados na Europa e nos Estados Unidos, no comando do Donald Trump, tem chamado atenção do mundo da forma como são tratados adultos e crianças que estão em busca de uma vida mais justa e partem em busca desse sonho em outros países. Pessoas em massa fogem de regimes ditatoriais como na Síria e são recebidos de forma desumana em alguns países europeus. Imagens chocantes tem percorrido o mundo. Dede que iniciou o seu pontificado, o papa Francisco tem chamado atenção para a questão dos migrantes e refugiados. Não é preciso ir longe, basta lembrar por exemplo que Bagé é região de fronteira e aqui acolhe número expressivo de uruguaios. Claro que em situação oposta ao que ocorre na Europa, aqui os hermanos são bem recebidos assim como o são os brasileiros em terras uruguaias. Porém, no que diz respeito aos direitos, o assunto ainda suscita debates nesse sentido.

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