ANO: 24 | Nº: 6163

Márcia Dilmann Sousa

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21/06/2017 Márcia Dilmann Sousa (Editorial)

Lei Seca alterou estatísticas e mudou comportamentos

Há nove anos, surgia no Brasil uma lei que veio para mudar comportamentos e alterar as tristes estatísticas nas estradas e rodovias do País. No dia 19 de junho de 2008, foi sancionada a Lei Seca. Rigorosa, ela permite um controle mais acirrado e eficaz no combate ao álcool na direção. A realidade mudou e muito depois das imposições dessa lei aos motoristas. Para não ir muito longe, basta pegar o exemplo da região. É só folhear os arquivos do MINUANO de antes da criação da lei para comprovar como eram elevados os números de acidentes graves, muitos com vítimas fatais nas rodovias na região. A situação não era muito diferente também na área urbana da cidade. Hoje, os números são bem aquém do que eram em anos anteriores a 2008. Os avanços foram muitos para mudar as estatísticas, mas, infelizmente, ainda têm muito a avançar, pois mesmo diante das duras imposições da lei, motoristas teimam em combinar álcool com direção. Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas, por inquérito telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, publicados pela Agência Brasil, apontam que, no ano passado, 7,3% da população adulta das capitais brasileiras declararam que bebem e dirigem. No ano anterior, o índice foi de apenas 5,5%. Já o Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde mostra que o número de mortes em decorrência de acidentes de trânsito caiu mais de 11% em todo o País desde que a lei foi criada. Multas e outras penalidades foram atualizadas nesses nove anos. Atualmente, o condutor que ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica e for submetido à fiscalização de trânsito está sujeito à multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Em caso de reincidência, o valor da multa é dobrado.

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