ANO: 26 | Nº: 6557
22/06/2017 Cidade

Pedido do decreto de emergência de Candiota não é homologado

Foto: Divulgação

Estradas rurais foram destruídas pela chuva na Capital do Carvão
Estradas rurais foram destruídas pela chuva na Capital do Carvão

O município de Candiota, que decretou situação de emergência no dia 9 de junho, não conseguiu homologação por parte da Defesa Civil do Estado. Os documentos foram encaminhados no dia 12 de junho e os prejuízos em razão do excesso das chuvas são em torno de R$ 5,8 milhões.

De acordo com o secretário-geral de governo de Candiota, Artêmio Parcianello, a Defesa Civil do Estado alegou que já havia passado o período crítico das chuvas quando o município decretou a situação de emergência. “Em primeira instância foi negado, mas estamos tentando reverter a situação devido aos prejuízos”, disse.

Parcianello informou que foram mais de 90 quilômetros de estrada interditados e prejuízos em prédios públicos. Além disso, seis famílias dos assentamentos Paraíso e Passo do Tigre tiveram as casas atingidas pelo temporal. “As perdas ultrapassam os parâmetros exigidos pelo órgão para a homologação, mas eles argumentam que o decreto foi atrasado”, contou.


Situação de  Bagé

Em Bagé, a situação é diferente, o decreto de emergência foi assinado no mesmo dia de Candiota, porém o município ainda não finalizou o preenchimento da documentação para conseguir a homologação. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Bagé, Ronaldo Rosa, os laudos devem ser finalizadas até o final da semana. “Somente após, teremos resposta do Estado”, informou.

Os principais problemas apurados em Bagé foram nas ruas da cidade a nas estradas da zona rural. Nos últimos três meses choveu em torno de 1,1 mil milímetros, enquanto no ano passado, no mesmo período, choveu 800 milímetros. Uma da vias afetadas com a chuva foi a rua Dr. Penna, que teve parte destruída pela erosão.

A cratera aberta em um terreno, na quadra entre as ruas Emílio Guilain e Marcílio Dias, está sem solução desde o dia 12 de maio. À época, o trânsito na via foi interrompido e a Secretaria Municipal de Gestão, Planejamento e Recursos Humanos (Geplan) notificou o proprietário.  De lá pra cá, o buraco dobrou de tamanho e os moradores colocaram cavaletes e pedras no meio da rua.

Conforme o coordenador de planejamento da pasta, Pedro Caetano, no local passa uma rede de esgoto e será necessária uma intervenção do Departamento de Água, Arroios e Esgotos de Bagé (Daeb).  

 

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