ANO: 25 | Nº: 6278
23/06/2017 Cidade

Obrigatoriedade de extintores ABC em veículos retorna em pauta da Câmara de Deputados

Foto: Tiago Rolim de Moura

Equipamento pode se tornar obrigatório outra vez
Equipamento pode se tornar obrigatório outra vez

Em 2015, a obrigatoriedade da utilização do extintor de incêndio do tipo ABC em todos os automóveis levou milhares de motoristas às filas das revendas do produto. Como as indústrias não estavam preparadas para atender a demanda, o prazo da obrigatoriedade acabou sendo adiado e, mais tarde, extinto. Agora, um ano e meio após tornar o item facultativo, a Câmara dos Deputados traz o assunto novamente à tona.
A exigência do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) voltou a ser debatido e teve aprovada, no final de maio, a volta do extintor como item obrigatório através da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
Danieli Oliveira, da Brava Extintores, conta que após a explosão da procura, em 2015, a empresa chegou a vender mais de mil itens em apenas um dia. Assim, garantiu novas remessas para não deixar nenhum cliente sem o equipamento.
Contudo, após a queda da obrigatoriedade, em setembro do mesmo ano, a procura diminuiu muito. Mesmo assim, todos os itens do estoque foram vendidos. “Como não é mais item obrigatório, os carros estão sendo vendidos sem. Então, os motoristas que se preocupam com a segurança pessoal e prevenção à incêndio, costumam comprar separado. Uns quatro meses depois, a procura normalizou, mas não como antes”, destaca.
Segundo Danieli, caso o item seja apontado novamente como obrigatório, a loja estará mais preparada para atender a demanda. “Fizemos um novo pedido há pouco porque estávamos sem extintor ABC no estoque”, conta.
Ângelo Palma, proprietário de uma empresa especializada em extintores de Bagé, explica que, durante o período de maior procura pelo item, a empresa fez um grande pedido para estoque.
Porém, após alguns dias, a obrigatoriedade foi retirada e os utensílios ficaram esquecidos nas prateleiras, o que gerou um prejuízo próximo a R$ 15 mil para Palma. “Agora, já nem acredito mais que a obrigatoriedade vai voltar. Mas caso isso aconteça, a demanda será atendida, porque as empresas estão com grande quantidade em estoque”, destaca.
O projeto tramita em caráter conclusivo, ou seja, é votado apenas pelas comissões, dispensando deliberação do Plenário da Casa, e foi encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, onde chegou no dia 2 de junho.

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