ANO: 24 | Nº: 6084

Sidimar Rostan

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Editor de política e comentarista da coluna Fogo Cruzado. Jornalista, é especialista em Comunicação e Política e subeditor geral do Jornal Minuano.
28/06/2017 Sidimar Rostan (Editorial)

Ferramenta estratégica

Para avaliar as condições de vida e os hábitos de consumo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aposta na Pesquisa de Orçamentos Familiares. A coleta de dados, iniciada na segunda-feira, vai analisar, também, a cultura alimentar. A intenção é verificar as condições de segurança através de informações referentes a cerca de 30 mil domicílios. É neste sentido que a pesquisa se converte em uma ferramenta estratégica.

Em recente entrevista à Agência Brasil, o gerente da pesquisa, André Martins, destacou que as informações levantadas permitirão acompanhar a implantação de pelo menos 10 dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). As metas, que incluem a erradicação da pobreza, boa saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água limpa e saneamento, emprego digno e crescimento econômico, devem ser atingidas até 2030. Através do levantamento, será possível planejar um cronograma viável de ações.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares é feita desde 1970, acompanhando as mudanças nos hábitos de consumo. A série histórica permitiu verificar, por exemplo, o aumento do peso das refeições fora de casa. A divulgação dos resultados desta edição, a sexta em 47 anos, está prevista para 2019, quando o IBGE deve implantar um modelo de avaliação contínua, tornando o processo sistemático. Os dados são cruciais para o planejamento. A radiografia dos costumes alimentares ajudará, sobretudo, na formulação de políticas públicas que estimulem novas abordagens no terreno da alimentação. 

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