ANO: 25 | Nº: 6233
28/06/2017 Cidade

Frota de Bagé ultrapassa 65 mil veículos

Foto: Tiago Rolim de Moura

Horários de pico causam congestionamento no trânsito
Horários de pico causam congestionamento no trânsito

A dificuldade de trafegar em Bagé é visível, principalmente nos horários de abertura e fechamento do comércio, bem como durante saída e entrada das escolas. O crescimento da frota é o principal responsável pela saturação do trânsito. Em abril de 2016, o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) registrou 64.110 veículos na cidade. Em maio deste ano, a frota ultrapassou 65.085, representando quase mil veículos a mais.

A frota bajeense é a 18ª do Rio Grande do Sul, em um universo de 497 municípios. Em 2016, a cidade concentrava 45 mil carros e caminhonetes. O número destes veículos subiu para 46.212. As motocicletas, que totalizavam 14 mil, agora representam 14.112. O crescimento da frota tem como marco o ano de 2009, quando foram emplacados cerca de 3,5 mil veículos. Em números absolutos, a média atual é de um veículo para cada dois habitantes, já que o município possui cerca de 121 mil pessoas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Mobilidade em planejamento

Uma das soluções para o trânsito é a finalização do Plano Diretor de Mobilidade Urbana que está em análise na Secretária Municipal de Segurança e Mobilidade desde o início deste ano. O projeto precisa ser aprovado até abril de 2018, mas deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores nos próximos três meses.   

Conforme o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Segurança e Mobilidade, e um dos responsáveis pela análise do texto, Luís Diego Soares, o plano deve resolver os principais pontos de mobilidade que dificultam o fluxo, principalmente nos horários de pico. Soares informa que, entre as medidas previstas para desafogar o trânsito, estão as vias de mão única, além da retirada dos veículos pesados da área central da cidade e de soluções de acessibilidade, com remodelação do passeio público. “Para isso, são necessários investimentos altos. Somente após a aprovação do plano, será possível buscar verbas”, disse.

A obrigatoriedade dos planos municipais foi prevista na lei federal 12.587/2012. O prazo encerra em abril de 2018. Em Bagé, o estudo foi finalizado em junho de 2015, por uma empresa de consultoria de Porto Alegre. Durante 10 meses, os técnicos contratados acompanharam o trânsito e conheceram os pontos críticos para apontar soluções. O resultado dessa observação foi apresentado na Câmara de Vereadores, no final do mesmo ano. O documento deve nortear as ações do poder público pelos próximos 20 anos.


BOX
Entre as 20 maiores frotas do Rio Grande do Sul

1 – Porto Alegre – 829.498

2 – Caxias do Sul – 298.938

3 – Pelotas – 199.483

4 – Canoas – 190.071

5 – Novo Hamburgo – 155.616

6 – Santa Maria – 151.232

7 – Gravataí – 147.737

8 – Passo Fundo – 121.566

9 – Viamão – 116.779

10 – Rio Grande – 115.773

11 – São Leopoldo – 112.238

12 – Santa Cruz do Sul – 87.013

13 – Bento Gonçalves – 78.340

14 – Alvorada – 77.723

15 – Sapucaia do Sul – 76.154

16 – Cachoeirinha – 72.316

17 – Erechim – 71.339

18 – Bagé – 65.085

19 – Lajeado – 62.195

20 – Uruguaiana – 61.412

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