ANO: 24 | Nº: 6103

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
01/07/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Deus e a humanidade

Não se tem notícia, ao certo, de quando a humanidade percebeu a existência de Deus.

         A revista Superinteressante do mês de junho trouxe uma coletânea de reportagens sobre como a humanidade descobriu seu criador, no entanto, a questão não pode ser fechada, à medida que as culturas mais antigas não deixaram registros escritos.

         Ainda assim, segundo o diretor de redação da revista, Alexandre Versignassi, as culturas mais antigas do ocidente chamavam Deus da mesma forma que as crianças chamam.

         Na primeira página da revista, o jornalista refere: “O nome Dele era ‘Papai do Céu’. Essas culturas não deixaram registros escritos. Os linguistas só sabem que eles chamavam Deus de ‘Papai do Céu’ porque comparam idiomas díspares, como o latim, da Europa mediterrânea, e o sânscrito, da Índia. Então pescam os sons que essas línguas têm em comum e tentam reproduzir como era o idioma ancestral que deu origem a elas lá atrás. Essa língua-mãe, concluíram os especialistas, era falada há mais ou menos 6 mil anos”.

         Sabe-se que o Deus da atualidade, dos Cristãos, ganhou terreno no Oriente Médio. Ele começou como uma espécie de padroeiro de uma tribo de pastores, a dos israelitas. Era apenas um entre muitos deuses da velha Canaã, mas, graças a um certo livro composto pelos israelitas, ganhou status de Deus único.

         O Espiritismo, muito mais moderno, veio à tona apenas no século 19, com a publicação de “O Livro dos Espíritos”. Na referida obra a pergunta número um feita por Allan Kardec aos Espíritos é a seguinte: “1. O que é Deus? — Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

         Allan Kardec comenta, logo em seguida: “Deus é infinito nas suas perfeições, mas o finito é uma abstração; dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por outra que também não o é”.

         Já, na obra “O Que é o Espiritismo”, também de autoria de Allan Kardec, no capítulo “O Espiritismo em sua mais simples expressão”, o professor lionês leciona que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Deus é eterno, único, imaterial, imutável, todo poderoso, soberanamente justo e bom. Deve ser infinito em todas as suas perfeições, porque supondo-se um único de seus atributos imperfeito, não seria Deus”.

         É importante olharmos para a história com os olhos focados no presente, a fim de nos posicionarmos, para que, assim, possamos refletir sobre qual caminho a seguir, sempre tendo em mente as palavras do Mestre Jesus após indagação de Tomé:

         “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Se vós, de fato, tivésseis me conhecido, teríeis conhecido também a meu Pai; e desde agora vós o conheceis e o vistes.” (João 14: 6,7)

         (Referências: Revista Superinteressante. Edição 376. Junho de 2017. Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. FEB Editora. Allan Kardec. O Que é o Espiritismo. IDE Editora)

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