ANO: 25 | Nº: 6397

Airton Gusmão

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Pároco da Catedral
01/07/2017 Airton Gusmão (Opinião)

O bom combate da fé cristã

“O encontro com Jesus enche a vida inteira de alegria, convida à conversão e ao discipulado missionário. A fé que nasce do encontro pessoal com Cristo exige a decisão de estar com o Senhor, para viver com ele. E este ‘estar com ele’ introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita” (Documento 102 da CNBB, 9-10).

Neste primeiro final de semana de julho, celebramos os Apóstolos São Pedro e São Paulo, duas colunas da Igreja, duas testemunhas, duas referências para nós cristãos; dois homens que no seu contexto fizeram a experiência do encontro com Aquele que deu um novo sentido às suas vidas e confiou a eles uma missão.

São Pedro, pescador, um dos 12, que recebeu o chamado do Senhor para exercer sua profissão de uma maneira diferente: ser pescador de homens. A partir da sua fragilidade humana foi chamado a ser “rocha”, pedra. Quando um dia Jesus falava de seu sofrimento e morte, Pedro disse: “Deus não permita, Senhor, que isso te aconteça”; ao que o Senhor lhe responde: “Afasta-te de mim, satanás. Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não tens senso para as coisas de Deus, mas para as dos homens”. Este Pedro que também disse ao Senhor: “A quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68). Porém, este que fora encontrado pelo Senhor, faz a sua belíssima profissão de fé: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16) e recebe a missão de Jesus: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus ...”(Mt 16,18s).

São Paulo, homem firme nas suas tradições e de uma estrutura rigorosa; formado na cultura helênica; perseguidor dos cristãos. Um dia a caminho de Damasco cai por terra e escuta uma voz que lhe diz: “Saulo, Saulo, porque me persegues?” (At 9,5). Teólogo e místico, experimentou Jesus em si mesmo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”(Gl 2,19-20). Apóstolo destemido, missionário dos povos e grande comunicador que anunciou acima de tudo os valores do Reino, a conversão e o amor cristão (1 Cor 13,13). No final de sua vida e missão ele diz: “Aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate; completei a corrida, guardei a fé. O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste” (2Tm 4,6-8.17-18).

Sob a fragilidade de Pedro, Cristo vai alicerçar a sua Igreja. Sob um passado de terror e perseguição aos cristãos, Cristo reverte a situação da vida de Paulo, transformando-o de perseguidor em grande apóstolo e servo. A Igreja vive sob o sopro do Espírito, que age em quem quer, como quer, onde quer e quando quer. Assim, Cristo nos diz ainda hoje que não é a partir das forças do homem, mas pela sua Graça que sua Igreja manter-se-á de pé e firme em sua missão.

Hoje, a partir de nossa realidade, o Senhor nos chama também para sermos suas testemunhas, para o bom combate da fé e vida cristã; no anúncio e testemunho do Evangelho, sem medo, com alegria e coragem, pois Ele está e estará sempre conosco. Pela intercessão de São Pedro e São Paulo, rezemos pelo Papa Francisco e por toda a Igreja.

Façamos a nossa parte. Sejamos alegres na esperança, fortes na tribulação e perseverantes na oração. Um bom final de semana a todos e até uma próxima oportunidade.

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