ANO: 25 | Nº: 6332

Márcia Dilmann Sousa

marciasifa@hotmail.com
01/07/2017 Márcia Dilmann Sousa (Editorial)

O Brasil, a justiça e a greve

No dia em que o País foi tomado por protestos encabeçados por partidos de esquerda e centrais sindicais, e que o senador Aécio Neves teve o mandato devolvido, a ministra presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lucia no discurso de encerramento dos trabalhos do primeiro semestre, garantiu que o clamor da sociedade brasileira por justiça não vai ser ignorado.  “O clamor por justiça que hoje (ontem) se ouve em todos os cantos do País não será ignorado em qualquer decisão desta Corte. Não seremos ausentes aos que de nós esperam a atuação rigorosa para manter sua esperança de justiça. Não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da justiça”. O ministros do STF entraram em recesso ontem.  O fato é que o Brasil vive uma crise de representatividade política e de falta de representação de lideranças. A crise econômica e o descrédito com os mandatários da nação inflamam os ânimos do brasileiro. No entanto o que se viu ontem foram sindicalistas e representantes de partidos de esquerda nas ruas protestando contra as reformas do presidente Michel Temer e no Estado contra as privatizações propostas pelo governador José Ivo Sartori. Os dois governantes foram o foco do protesto em Bagé, onde manifestantes pediam a saída de ambos do cargo. A livre manifestação é um direito e é parte importante da democracia, mas o que o  Brasil precisa de fato para sair desse atoleiro, é da criação de condições para a retomada do crescimento que vai muito além do que bate boca e da divisão que se encontra o País.

 

 

 

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