ANO: 26 | Nº: 6526
07/07/2017 Campo e Negócios

Bajeense fala sobre programa para erradicação da vacina contra a aftosa

Foto: Arquivo JM

Pereira defende ações fortes que possam, efetivamente, levar a esse tipo de controle
Pereira defende ações fortes que possam, efetivamente, levar a esse tipo de controle

A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) participou de reunião onde foi apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa. O projeto, que será publicado ainda neste mês, terá forma de normativa. A estimativa é de que em 2021 o Brasil suspenda a vacinação para encaminhar pedido de certificação como área livre da doença sem vacinação pela Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE). 

Apesar do apoio, a Farsul adota uma postura crítica em relação ao programa. “Em um país continental como o Brasil, com mais de 200 milhões de cabeças bovinas, nós temos que ter ações muito fortes que possam, efetivamente, levar a esse tipo de controle e aí estão as nossas dúvidas”, afirma o vice-presidente da entidade, Gedeão Pereira. 

Pereira lembra que a proposta está dentro do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa). Segundo ele, é um programa maior e o Brasil está tomando a dianteira antes de outros países sul-americanos. O bajeense destaca que as américas do Norte e Central já são áreas livres sem vacinação e a intenção é que o continente inteiro conquiste essa condição nos próximos anos. 

O Rio Grande do Sul está no quinto bloco conforme o cronograma. O coordenador do programa, Plínio Lopes, explica que a programação levou em consideração vários aspectos, entre eles estão as relações de trabalho e sanitária de países vizinhos e as fronteiras. “Nós temos uma extensão muito grande de fronteiras no Brasil, porém elas são diferentes. Algumas têm barreiras sanitárias naturais, outras não”, descreve. 

Um dos fatores determinantes para a elaboração do cronograma está no fato do Estado possuir áreas de fronteiras secas mais extensas. “É claro que nós temos previsto também ações de avaliações de riscos para serem feitas, onde será levado em consideração novamente essa questão de fronteira e as condições sanitárias dos países vizinhos. Temos indicado, no plano, ações de intensificar as relações internacionais no sentido de trabalharmos mais em conjunto com os países vizinhos”, destaca Lopes. 

Para o vice-presidente da Farsul o debate com a participação efetiva e constante do setor privado é necessário. “Evidente que nós temos que ter, e deverão ser criados, fóruns em níveis nacional e estaduais, onde o setor privado, que nós representamos, irá se manifestar no seu devido tempo e irá opinar sobre a validade ou não da retirada da vacina em 2021”, ressalta Pereira. 

 

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