ANO: 23 | Nº: 5740

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
15/07/2017 José Artur Maruri (Opinião)

Amai-vos uns aos outros como irmãos

Na tarde/noite do último dia 13 de julho, a Comissão Especial do Jovem Advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Bagé, a qual tenho a honra de presidir, realizou grande evento na Livraria Café e Prosa, o primeiro Café Jurídico.
Na oportunidade, o “Café” recebeu o Presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB/RS, Leonardo Ferreira Mello Vaz, bem como o professor José Carlos Teixeira Giorgis, ambos os painelistas trataram sobre a necessidade de Legislação em prol dos direitos LGBTI e os avanços no Judiciário.
Do evento restou clara a necessidade da criação de uma cultura de pacificação social.
As relações sociais andam por demais estremecidas por motivos diversos que parecem fugir ao nosso alcance, no entanto, recebemos com satisfação movimentos, como o que participamos na última semana, em que se pacificam relações a partir da educação, do conhecimento.
Vinícius Lousada, autor de inúmeras publicações sobre o tema “cultura de paz”, relata que “a Terra, nossa ‘nave comum’, sendo um mundo de provas e expiações, atravessa um momento caracterizado por aflições segundo as carências educativas de seus tripulantes. É justamente agora que cada pessoa pode ser aquele coração sereno a contribuir com a mudança, trabalhando pela paz por onde transite”.
O espírito F.D. antigo Magistrado, citado por Allan Kardec em dissertações espíritas, na Revista Espírita de fevereiro de 1863, refere que “no momento em que o mundo se agita e sofre, em que as sociedades, em busca do que é verdadeiro, se contorcem num parto laborioso, Deus permite que o Espiritismo, isto é, um raio da eterna verdade, desça das altas regiões e vos esclareça. Nosso objetivo é mostrar-vos o caminho, mas vos deixar a liberdade, ou seja, o mérito e o demérito de vossas ações”.
Nesse sentido, cabe a nós – e não apenas aos espíritas – implementar, intensificar, o apaziguamento das relações sociais através do amor e da caridade. O próprio Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, após indagar da plêiade espiritual o verdadeiro sentido da palavra caridade, recebeu como resposta: - benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.
Tal resposta mereceu um comentário do professor Rivail, mais conhecido como Allan Kardec: “O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.
Vivemos uma era em que o maior quer, de todas as formas, prevalecer sobre o menor, onde a maioria tenta impor conceitos, reconhecidamente equivocados, para uma minoria que cada vez mais se sente oprimida, em contrassenso com os preceitos de amor, caridade e paz nas relações sociais.
Não apenas Allan Kardec sonhava com uma humanidade mais justa e fraterna, Rousseu, Pestalozzi e outros pensadores também imaginavam um tempo de amor e paz, mas, para isso, necessário se faz, também, boa vontade.
“Quando a lei de amor e caridade for à lei da humanidade, não haverá mais egoísmo; o fraco e o pacífico não serão mais explorados nem espezinhados pelo forte e o violento. Será esse o estado da Terra, quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela estiver transformada num mundo feliz, pela expulsão dos maus”. – Allan Kardec.
Os tempos são chegados!
 
(Referências: Allan Kardec. Revista Espírita, fevereiro de 1863, FEB Editora. Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Questão 886. FEb Editora. Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 9. Item 5. FEB Editora)

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