ANO: 25 | Nº: 6334

Sidimar Rostan

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Editor de política e comentarista da coluna Fogo Cruzado. Jornalista, é especialista em Comunicação e Política e subeditor geral do Jornal Minuano.
15/07/2017 Sidimar Rostan (Editorial)

Carvão na berlinda

A manutenção do veto ao programa de modernização das termelétricas a carvão mineral é simbólica. Ao aceitar a justificativa de que a medida 'estimularia matriz energética que vai de encontro a acordos internacionais dos quais o País é signatário', o Congresso Nacional demarcou, na quinta-feira, 13, posição em favor do meio ambiente. As representações do setor, entretanto, ainda alimentam otimismo sobre o futuro das usinas, que são fundamentais para a região.
O complexo termelétrico de Candiota poderia ser diretamente beneficiado pela proposta. As unidades em operação, no Brasil, aliás, estão perdendo o fôlego diante de exigências justificáveis. O combustível abundante na Campanha gaúcha é, de fato, responsável por pelo menos um terço das emissões mundiais de gases que geram o efeito estufa. É inegável, porém, que esta cadeia produtiva gera emprego e renda. E é por isso que o governo não encerrou as negociações.
Estudos comprovam que os impactos podem ser reduzidos com o emprego da tecnologia. Basta atentar para a experiência do Japão. Os japoneses, inclusive, já demonstraram o interesse de investir no Rio Grande do Sul, estado que mantém as maiores reservas brasileiras. O que falta, ao País, é uma política clara para o setor. Neste sentido, o Plano Decenal de Expansão de Energia, que está sob consulta pública, representa a única chance para a manutenção das termelétricas. Resta saber se os acordos serão mantidos.

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