ANO: 23 | Nº: 5691

Sidimar Rostan

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Editor de política e comentarista da coluna Fogo Cruzado. Jornalista, é especialista em Comunicação e Política e subeditor geral do Jornal Minuano.
17/07/2017 Sidimar Rostan (Editorial)

Nosso chão

A definição de cidade é muito particular. Não existe um padrão. Se para os dicionários, representa um núcleo populacional caracterizado por um espaço onde se desenrolam as teias de relações sociais, culturais e econômicas, para os cidadãos, ela retrata uma identidade. Mais do que gentílicos, cidades imprimem significados individuais, vinculando a paisagem das ruas a diferentes histórias. O sentido depende do olhar. No nosso chão, que completa, hoje, 206 anos, muita pedra mudou de lugar. Prevalece, porém, o esforço para manter as memórias.
O conjunto arquitetônico de Bagé é composto por diferentes níveis de tombamento. A Ponte Seca, localizada na avenida Presidente Vargas, por exemplo, é tombada por legislação municipal. Em 1978, o Iphan indeferiu o pedido para considerar a estrutura um bem de relevância nacional. Esta condição compete à Catedral de São Sebastião e às fundações do Forte de Santa Tecla. A Hidráulica, o Palacete Pedro Osório e o Centro Administrativo são reconhecidos pelo Iphae. A importância desta tipologia horizontal, única em solo gaúcho, entretanto, é reconhecida por todos.
A Rainha da Fronteira busca uma saída conciliadora. Se engana quem pensa que alguém aqui está olhando o mundo pelo retrovisor. Diante da perspectiva da preservação, empreendedores abrem novas janelas para o futuro. Os bajeenses estão encontrando alternativas para seguir avançado. E as soluções incluem ousados modelos de negócios e gestão, retratados pelo Jornal MINUANO, em um caderno especial. A publicação, encartada nesta edição, também abre espaço para as diferentes percepções, expressadas por fotos dos leitores, acerca de uma cidade que cresce com a força de sua população. Boa leitura.

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