ANO: 25 | Nº: 6431
18/07/2017 Cidade

Movimento "O Sul é Meu País" realiza novo plebiscito em Bagé

Foto: Divulgação

Desde o início do ano, grupo coleta assinaturas na Praça da Estação
Desde o início do ano, grupo coleta assinaturas na Praça da Estação

Motivado, principalmente pela diferença entre o que os estados arrecadam para a União e o que lhes é diretamente devolvido, o movimento “O Sul Meu País” realizará um plebiscito informal, no dia 7 de outubro. A intenção da ação é pesquisar a porcentagem da população que é a favor da separação dos estados da Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) do restante do Brasil. Através de uma comissão local, urnas serão instaladas em Bagé.
Desde o início do ano, o grupo se reúne na Praça da Estação, durante as tardes de domingo (excluindo dias de chuva e raras exceções), para coletar assinaturas de pessoas favoráveis ao movimento. Segundo o coordenador da microrregião da Campanha Meridional, Fernando Silva Resner, mesmo que um milhão de votos sejam o suficiente para que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprove o plebiscito e encaminhe o resultado para os órgãos estaduais e federais realizarem a votação formal, a meta do grupo é coletar três milhões entre os estados da região Sul.
Uma ação de mesmo cunho aconteceu em outubro do ano passado, quando cerca de 6,2 mil pessoas votaram no plebiscito. Na ocasião, 95,75% se mostraram a favor da separação. Resner conta que, em Bagé, os resultados foram positivos, sendo que dos 3.730 votantes, mais de 97,6% foram favoráveis ao projeto. “Recebemos muito apoio. O movimento vem crescendo, muita gente aderindo e sonhando com um país justo e próspero. Um país sem corrupção e sem influências de outras culturas se sobrepondo a nossa, que é uma cultura única no planeta”, declara.
A separação dos estados do Sul não é permitida pela Constituição Federal. O primeiro artigo estabelece que a República Federativa do Brasil é formada pela “união indissolúvel” dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Porém, o grupo se baseia em uma resolução da ONU, que dá aos povos o direito da autodeterminação, onde a forma com que um grupo humano se organiza politicamente deve ser respeitada.

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